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INVESTIGAÇÃO
A jovem e o militar tiveram um relacionamento sem compromisso por cerca de oito meses
A Polícia Civil de Mato Grosso investiga um tenente-coronel da Polícia Militar suspeito de praticar extorsão, ameaça, injúria e stalking contra uma jovem de 20 anos. Segundo a denúncia, as perseguições começaram depois que o oficial descobriu que a mulher havia se envolvido com outro homem durante o período em que os dois mantinham um relacionamento casual — e que esse terceiro era casado.
As informações são da coluna do Carlos Carone, do Metrópoles. De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem e o militar tiveram um relacionamento sem compromisso por cerca de oito meses, entre outubro de 2025 e junho de 2026. A crise teria começado no dia 23 de junho, quando o oficial soube que mulher ficou com um homem casado durante esse período. Após ser confrontada, ela confirmou o envolvimento.
Ainda conforme o relato apresentado à polícia, o tenente-coronel passou a exigir que a jovem gravasse e enviasse fotos e vídeos íntimos. Em troca, prometia não revelar o caso extraconjugal aos pais da vítima nem à esposa do homem com quem ela havia se relacionado.
A mulher afirmou que recusou as exigências. Mesmo assim, segundo o registro policial, o militar cumpriu a ameaça e contou sobre o relacionamento tanto aos familiares dela quanto à esposa do terceiro envolvido.
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Após o episódio, a vítima bloqueou o suspeito nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. No entanto, ela relata que o oficial continuou tentando contato por diferentes números de telefone e até por meio de transferências via Pix, utilizando o campo de mensagens para enviar ofensas e novos contatos.
As mensagens anexadas ao inquérito, segundo a denúncia, contêm insultos e xingamentos dirigidos à jovem. Ela afirmou à Polícia Civil que passou a se sentir constantemente perseguida e teme por sua integridade física e psicológica, especialmente pelo fato de o investigado ocupar um cargo de alta patente na corporação.
Diante da situação, a vítima solicitou uma medida protetiva de urgência. A Polícia Civil apura os crimes de extorsão, ameaça, injúria e stalking. Como o tenente-coronel ainda não foi indiciado, sua identidade está sendo preservada.
Além da investigação criminal, o caso poderá ser analisado pela Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso, responsável por avaliar eventual abertura de procedimento administrativo.
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