INUSITADO
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REVOLTANTE
A vítima contou que o companheiro chegou à residência e passou a agredi-la ao perceber que ela havia pintado as unhas
Uma discussão motivada pela cor do esmalte terminou em uma tentativa de feminicídio no Norte do Paraná. Uma mulher de 28 anos denunciou ter sido atacada pelo companheiro após pintar as unhas de vermelho. Segundo o relato da vítima, ela teve o corpo incendiado dentro de casa e ainda foi mantida em cárcere privado antes de conseguir escapar.
O caso aconteceu na terça-feira (30), em Bandeirantes. A vítima contou que o companheiro chegou à residência e passou a agredi-la ao perceber que ela havia pintado as unhas. Na sequência, ele despejou acetona sobre o corpo dela e ateou fogo.
A mulher, que sofreu queimaduras nos seios, no pescoço e nos dedos, recebeu atendimento médico e está fora de perigo. Após o ataque, a vítima afirmou que foi trancada dentro da residência e ameaçada pelo suspeito, que teria dito que também colocaria fogo em seu cabelo. Cerca de duas horas depois, ela conseguiu fugir.
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Com o acionamento da Polícia Militar, o suspeito foi localizado pouco depois na garupa de um moto-táxi, em Cornélio Procópio. Aos policiais, ele disse que seguia para a casa da irmã. Ele foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal contra mulher, violência doméstica, sequestro e cárcere privado.
Durante a investigação, o Ministério Público do Paraná pediu a conversão da prisão em preventiva. Segundo depoimento prestado na delegacia, a vítima afirmou que o suspeito disse que colocaria fogo no cabelo dela, que ela “não ficaria com ninguém” e ameaçou matá-la, além de proferir ofensas. A mulher também relatou que, depois de atear fogo, o homem apagou as chamas e afirmou que a amava.
Ainda conforme o processo, a vítima solicitou uma medida protetiva e informou que já havia registrado anteriormente um boletim de ocorrência por violência doméstica contra o companheiro.
O homem, entretanto, negou todas as acusações. Segundo sua versão, ele pretendia encerrar o relacionamento, mas a mulher não aceitava a separação. O suspeito alegou que ela teria provocado o incêndio no próprio corpo para incriminá-lo. O caso segue sob investigação.
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