JULGAMENTO

Mulher que matou três filhos pode ser executada em praça pública

A defesa sustentou que ela não deveria ser responsabilizada criminalmente porque, na época dos crimes, estaria enfrentando psicose pós-parto

Lindsay Clancy
A deputada defendeu que Lindsay Clancy, julgada após matar os três filhos, fosse "executada em praça pública". (Reprodução/Redes sociais)

O julgamento de Lindsay Clancy, acusada de matar os três filhos pequenos em 2023, terminou sem veredito unânime nos Estados Unidos. Após cerca de 38 horas de deliberações, o juiz declarou o julgamento nulo em 4 de setembro, depois que os jurados não conseguiram chegar a uma decisão.

A defesa de Lindsay sustentou que ela não deveria ser responsabilizada criminalmente porque, na época dos crimes, estaria enfrentando um quadro de psicose pós-parto. Onze jurados concordaram com o argumento, mas um foi contrário, impedindo uma decisão unânime. Com isso, Lindsay poderá enfrentar um novo julgamento pela morte dos três filhos.

Deputada defende execução pública

Após o fim do julgamento, a deputada republicana Nancy Mace, da Carolina do Sul, defendeu que Lindsay seja condenada à morte e executada em público. Em entrevista ao site TMZ na segunda-feira (14), a parlamentar afirmou que a medida serviria como um “alerta para as mulheres” para que não matem seus filhos.

LEIA TAMBÉM

“Os filhos dela estão mortos. Ela também deveria estar”, disse Nancy, de 48 anos e mãe de dois filhos. A deputada afirmou ainda que Lindsay “não merece nada menos que isso” e defendeu que a execução ocorresse em praça pública.

“Pode ser por arma de fogo, pode ser na cadeira elétrica; para mim, tanto faz. Ela é uma assassina em série”, declarou Nancy, que está em fim de mandato.

Júri não chegou a decisão unânime

A legislação americana exige que o júri chegue a uma decisão unânime para condenações em processos criminais por crimes graves. A regra vale tanto na Justiça federal quanto nos 50 estados dos Estados Unidos.

Durante o julgamento, os jurados poderiam considerar Lindsay culpada por homicídio em primeiro grau, homicídio em segundo grau ou homicídio culposo.

O julgamento foi encerrado depois que o júri enviou um comunicado informando que, “com o coração pesado”, não havia conseguido chegar a um veredito unânime. Antes disso, a defesa havia tentado obter um adiamento de última hora, mas não conseguiu a medida em um tribunal superior.

Os advogados de Lindsay continuam argumentando que ela não deve ser responsabilizada criminalmente devido ao quadro de psicose pós-parto que, segundo a defesa, ela enfrentava na época.

Para mais notícias da categoria segurança, acesse o Massa.com.br.