MISTÉRIO
Família encontrada morta em Curitiba tinha ferimentos de facadas
30 ANOS DE CASADOS
Poucos dias antes da morte, o homem teria contado à esposa que mantinha um relacionamento extraconjugal e que pretendia se casar com a amante
Uma mulher matou o marido e se declarou culpada pelo crime, nesta quarta-feira (26), durante uma audiência em um tribunal de Sydney, na Austrália. O crime aconteceu em maio de 2023 e, segundo relatos apresentados à Justiça, ocorreu após uma discussão entre o casal.
De acordo com os documentos, Nirmeen Noufl, de 55 anos, afirmou que era perseguida por Mahmoud Noufl, de 62 anos, durante a briga. O homem teria imobilizado a esposa no chão da cozinha e tentou estrangulá-la. Temendo pela própria vida, ela pegou uma ferramenta que estava na residência, que passava por uma reforma, e atingiu Mahmoud no peito.
O casamento dos dois durava cerca de 30 anos e, segundo os relatos apresentados no processo, era marcado por conflitos, supostos episódios de violência e infidelidades. Poucos dias antes da morte, Mahmoud teria contado à esposa que mantinha um relacionamento extraconjugal e que pretendia se casar com a amante.
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Após matar o marido, Nirmeen esquartejou o corpo e colocou os restos mortais em sacos de lixo, que foram deixados em diferentes pontos de Sydney. Os restos nunca foram localizados pelas autoridades.
O desaparecimento de Mahmoud só foi comunicado à polícia cerca de dois meses depois. Durante esse período, Nirmeen teria tentado fazer familiares acreditarem que o marido ainda estava vivo. Ela chegou a enviar mensagens pelo celular dele e dizia a parentes que ele não queria receber visitas.
Segundo os documentos, a mulher justificava a ausência afirmando que Mahmoud estava envergonhado por causa do relacionamento extraconjugal.
Uma testemunha relatou ter visto Nirmeen com ferimentos no rosto na noite do crime, incluindo um corte na testa, sangramento no lábio e inchaço na mandíbula. A mesma pessoa afirmou ter visto uma grande serra circular coberta por uma lona no interior da residência.
Em depoimentos apresentados à Justiça, Nirmeen descreveu o relacionamento como turbulento e afirmou ter sido tratada de forma abusiva pelo marido. Ela contou a uma amiga que havia chegado ao limite após anos de conflitos.
Os documentos também apontam que Mahmoud exercia controle sobre a esposa e teria se recusado a aceitar o divórcio. Ele ainda planejava deixar a Austrália e ir para o Egito com a amante.
A mulher que matou o marido foi acusada formalmente de homicídio em outubro de 2024 e deveria enfrentar um julgamento que poderia durar cerca de 40 dias. No entanto, na véspera do início do longo processo, decidiu admitir a culpa pelo homicídio culposo.
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