INVESTIGAÇÃO
Homem é encontrado morto com mãos amarradas em área de mata
CONTINUA PRESA!
A mulher que matou o marido publicou um vídeo nas redes sociais e confessou ter cometido o crime; ela também afirmou que sofria violência doméstica
Uma mulher que matou o marido e escondeu o corpo no freezer da residência continuará presa em Santa Catarina. A Justiça rejeitou os recursos apresentados no processo e manteve a condenação de 20 anos e 24 dias de prisão pelo crime ocorrido em Lacerdópolis, no Meio-Oeste do estado.
A decisão confirmou a pena aplicada pelo Tribunal do Júri. Claudia Fernandes Tavares Hoeckler foi condenada por por homicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O crime foi classificado como homicídio qualificado por asfixia e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A defesa tentou anular o julgamento realizado em agosto do ano passado, em Capinzal. O pedido, porém, foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
Na análise do recurso, a Justiça entendeu que a decisão tomada pelos jurados era compatível com as provas apresentadas durante o julgamento. Com isso, a condenação foi mantida e a mulher continuará cumprindo a pena em regime fechado.
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O Ministério Público também recorreu, mas para tentar aumentar o tempo de prisão. A promotoria apontou aspectos relacionados à preparação do crime, à forma como a morte teria ocorrido e aos impactos deixados pelo caso. O pedido também não foi aceito.
Valdemir Hoeckler tinha 52 anos quando desapareceu, em novembro de 2022. Na época, a própria esposa procurou as autoridades e participou das buscas pelo marido.
Cinco dias depois, o corpo foi localizado dentro do freezer da residência onde o casal morava. A vítima estava escondida sob alimentos e bebidas, com as mãos e os pés amarrados.
Após a localização do corpo, a mulher que matou o marido publicou um vídeo nas redes sociais e confessou ter cometido o crime. Ela também afirmou que sofria violência doméstica.
Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público, Valdemir teria recebido medicamentos antes de ser imobilizado. Em seguida, segundo a investigação, uma sacola plástica foi colocada sobre a cabeça dele, provocando a morte por falta de ar.
Ao longo do processo, os advogados da mulher sustentaram que ela vivia uma situação de violência doméstica. A defesa apresentou uma conversa antiga, de aproximadamente três anos antes do assassinato, na qual ela relatava ter sido agredida pelo marido.
Segundo os advogados, na ocasião ela teria deixado a residência e buscado uma medida protetiva. A alegação foi apresentada durante o processo e considerada no julgamento, mas não foi suficiente para modificar a condenação.
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