Segurança

Mulher que matou marido para defender família é inocentada

mulher-matou-marido
Foto: AdobeStock

Dois anos depois de uma briga familiar que terminou em assassinato, na Cidade Industrial de Curitiba, os três acusados pela morte de Samuel Ferreira da Silva, de 39 anos, foram inocentados na última quinta-feira (8), no Tribunal do Júri.

Mulher matou marido

A defesa dos réus conseguiu provar que Scheila Sabata da Rocha, Gean Eduardo da Rocha e Walter Godinho da Rocha Filho agiram em legítima defesa. “Estou julgando improcedente a pretensão punitiva para absolver os acusados das imputações”, decidiu o juiz responsável pela sentença.

Leia também:

Segundo testemunhas, Samuel era um homem violento e já tinha histórico de agressões contra a esposa e a filha. De acordo com o Ministério Público (MP), Sheila e outros dois parentes teriam planejado a morte de Samuel, por vingança após uma discussão. No entanto, a defesa conseguiu provar o contrário.

“Ele anunciou por mensagem que iria voltar em casa para matar porque o diabo estava em seu corpo”, explicou o advogado de defesa, Cláudio Dalledone Júnior.

Relembre o caso:

O crime aconteceu em novembro de 2022, na Cidade Industrial de Curitiba. Samuel foi morto com várias facadas. Na época, o casal estava numa festa, no condomínio do patrão, quando Samuel discutiu com a filha porque ela teria flertado com o porteiro. Depois da confusão, a jovem foi expulsa de casa, o que gerou uma nova briga, com a esposa dele.

Segundo a defesa de Scheila, ela teria sido espancada por Samuel na volta para casa e abandonada na estrada. Enquanto ele seguiu para um bar, a mulher caminhou descalça até a residência e pediu ajuda do irmão e de outro parente.

A vítima chegou em seguida, neste momento houve um disparo de arma de fogo, que não atingiu ninguém, e luta corporal começou. Uma faca de cozinha foi usada para atingir Samuel.

Veja também:

O Ministério Público sustenta que a vítima voltou para casa com o intuito de pegar um documento, quando foi atacada. “O crime foi cometido sem que a vítima tivesse qualquer possibilidade de se defender”.

Versão que é rebatida pela defesa. De acordo com Dalledone, Samuel foi em busca de confusão e agrediu a esposa e o cunhado.