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Tragédia familiar
Stefania Glowka, de 64 anos, era cuidadora da mãe idosa há 17 anos e alegou que não conseguia mais lidar com a situação
Uma tragédia familiar chocou a cidade de Devizes, na Inglaterra, durante a manhã de Natal do ano passado. Uma mulher estrangulou sua mãe idosa e tentou se matar em seguida, mas não conseguiu e confessou o crime para as autoridades.
Stefania Glowka, de 64 anos, ligou para a polícia admitiu que matou a própria mãe, Tamara Glowka, de 86 anos. Stefania estrangulou a mãe com um cinto e tentou tirar a própria vida com facadas no estômago e no pescoço.
“Bom dia, acabei de matar minha mãe”, disse a mulher aos policiais que chegaram ao local. Ela foi presa em flagrante enquanto recebia atendimento médico em uma ambulância, ainda sob o efeito do choque e dos ferimentos que causou em si mesma.
Durante o julgamento no Tribunal da Coroa de Bristol, os promotores descreveram o assassinato como um “ato de violência muito deliberado”. Stefania era a única cuidadora da mãe há 17 anos e afirmou em depoimento que “não conseguia mais aguentar”.
A ré, que é ex-veterinária, afirmou aos paramédicos que sabia que a mãe estava morta por causa de sua experiência profissional. Ela relatou que a idosa havia sido diagnosticada com esquizofrenia, o que teria agravado o estado emocional da filha.
No local do crime, a polícia encontrou a idosa caída em um colchão no chão do quarto. Apesar das manobras de ressuscitação cardiopulmonar realizadas pelos socorristas, Tamara não resistiu e teve o óbito confirmado ainda na residência.
Stefania admitiu o homicídio, mas nega a acusação de assassinato, declarando-se culpada apenas de homicídio culposo por responsabilidade diminuída. A defesa alega que o estado mental da mulher que estrangulou a mãe estava severamente comprometido no momento do crime.
A promotoria, no entanto, argumenta que a confissão de culpa parcial não é suficiente. Segundo os investigadores, por mais desesperadora que fosse a situação de Stefania, não existe justificativa legal para o ato extremo cometido contra a mãe.
O tribunal também analisou uma carta encontrada no apartamento, datada do dia do crime e endereçada a uma amiga próxima. O documento forneceu detalhes cruciais sobre o planejamento de Stefania para matar a mãe e, em seguida, cometer suicídio.
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