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Mulher mantida em cativeiro por 2 meses em hotel é resgatada em Londrina

Vítima era mantida em hotel, sofria torturas e estava desnutrida. Homem de 32 anos foi preso por violência doméstica, cárcere e estupro.

Visão lateral da viatura da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Paraná
Foto: Divulgação/PMpr

Uma mulher foi resgatada de situação de cárcere privado em Londrina, no norte do Paraná. A vítima estava há quase dois meses mantida em cativeiro num hotel da cidade.

De acordo com a Polícia Militar, responsável por salvar a mulher dessa situação, a vítima sofria agressões físicas, torturas, estupros e estava em estado de desnutrição.

O suspeito, um homem de 32 anos, foi preso na quinta-feira (29) e responderá pelos crimes de violência doméstica, cárcere privado e estupro. A operação foi realizada por equipes de Rádio Patrulha e da Patrulha Maria da Penha do 5º Batalhão de Polícia Militar.

A vítima, natural de São Paulo, relatou aos policiais que veio até Londrina para acompanhar o companheiro e, desde então, passou a ser mantida em cárcere privado.

Vítima sofria torturas e estava desnutrida

Durante os dois meses em cativeiro, a mulher foi submetida a agressões físicas severas, incluindo socos e tapas, além de queimaduras provocadas por cigarros. O agressor também cortou o cabelo da vítima à força.

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Segundo a PM, a vítima “apresentava sinais evidentes de privação e desnutrição”. Ela revelou aos policiais que estava sem comer desde terça-feira (27) e sem qualquer acesso a refeições adequadas durante os quase 60 dias em que foi mantida em cárcere privado.

Ainda conforme o relato da polícia, o criminoso exercia controle total sobre a rotina da vítima. Os abusos eram tão intensos que a mulher só podia usar o celular e fazer sua higiene pessoal com a supervisão do homem. As equipes policiais constataram indícios de violência psicológica, patrimonial e sexual.

Como foi o resgate

A ação policial ocorreu na tarde de quinta-feira (29), após denúncia. As equipes da PM agiram rapidamente para interromper o ciclo de violência.

“A atuação rápida das equipes foi fundamental para interromper um ciclo grave de violência e garantir a proteção da vítima”, afirmou o comandante do 5º BPM, tenente-coronel Ricardo Eguedis.

O suspeito tentou fugir, mas foi encontrado pouco tempo depois e acabou preso em flagrante.

Vítima de cárcere privado recebe atendimento especializado

Após o resgate, a mulher recebeu atendimento imediato da Patrulha Maria da Penha e foi acolhida pelo Centro de Atendimento de Referência à Mulher (CAM), onde passou a receber suporte e cuidados necessários.

De acordo com o coordenador do Programa Mulher Segura, coronel Dalton Gean Perovano, o Estado mantém compromisso permanente no enfrentamento à violência contra a mulher.

“Atuações como essa demonstram que as forças de segurança estão preparadas para agir com rapidez, responsabilidade e sensibilidade, garantindo proteção às vítimas e assegurando que os autores sejam responsabilizados”, afirmou.

Como denunciar casos de violência doméstica

A Polícia Militar reforça que casos de violência doméstica devem ser denunciados. A vítima, testemunhas ou qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação podem fazer a denúncia o quanto antes.

É possível acionar o Disque-Denúncia pelo 181 ou a Polícia Civil pelo 197. Caso a violência esteja acontecendo no momento da ligação, a orientação é ligar para a Polícia Militar no telefone 190.