92 anos de prisão
tragédia
Embarcação transportava 305 pessoas; tragédia é considerada uma das mais graves da região
Um naufrágio na costa de Djibuti, na África, deixou pelo menos 139 mortos, incluindo 15 crianças, e outras 84 pessoas desaparecidas. A embarcação transportava 305 migrantes quando virou durante uma travessia em direção ao Iêmen.
O acidente aconteceu entre a noite de quinta-feira (8) e a madrugada de sexta-feira (9), nas proximidades de Guhere, ao norte da cidade de Obock. O balanço de vítimas foi atualizado no domingo (11) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).
Segundo a organização, cerca de 82 pessoas sobreviveram ao naufrágio. As autoridades locais realizaram operações de busca e recuperação dos corpos, enquanto equipes humanitárias prestaram assistência aos sobreviventes.
De acordo com relatos de sobreviventes, a embarcação começou a afundar pouco depois de iniciar a viagem. O excesso de passageiros é apontado como o principal fator que contribuiu para o acidente.
Inicialmente, as autoridades haviam confirmado 109 mortes. O número subiu para 139 após a recuperação de outros 30 corpos.
Entre as vítimas identificadas no primeiro balanço estavam 52 homens, 42 mulheres e 15 crianças, sendo nove meninas e seis meninos.
O chefe da missão da OIM em Djibuti, Alexandre Coissac, relatou que as autoridades ficaram sobrecarregadas diante da quantidade de corpos encontrados na costa. Algumas vítimas foram enterradas sem identificação, o que dificulta o reconhecimento pelos familiares.
A embarcação seguia pela chamada Rota Oriental, utilizada por milhares de migrantes que deixam países do Chifre da África em direção ao Iêmen e, posteriormente, a outras nações do Golfo.
Muitos fazem a travessia em busca de emprego e melhores condições de vida, apesar dos riscos de acidentes marítimos, tráfico de pessoas e violência.
Segundo a OIM, somente em 2025, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram ao longo dessa rota.
O naufrágio em Djibuti é considerado um dos mais mortais já registrados nesse corredor migratório. A organização alerta que o número de vítimas pode aumentar, já que dezenas de passageiros continuavam desaparecidos no último balanço divulgado.
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