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Novo prefeito de Fazenda Rio Grande exonera todos os cargos comissionados

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Foto: Juliana Rodrigues/Rede Massa

Após a cassação de Nassib Hammad (PSL), o novo prefeito de Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, tomou posse nesta segunda-feira (21). Marco Marcondes (Pros) assumiu o cargo por ser o vice do prefeito cassado no último sábado (19) pela Câmara de Vereadores. Ele se reuniu com parlamentares na manhã desta segunda para detalhar as primeiras ações e também para reforçar a união entre os poderes Executivo e Legislativo.

O primeiro ato do novo gestor municipal foi a exoneração dos mais de 130 cargos de comissão que faziam parte da antiga gestão. “Entendo que, como novo prefeito, tenho que ter equipe da minha confiança, pessoas que têm história com a cidade e que querem entrar para desenvolver o plano de governo dentro daquilo que planejamos”, esclarece Marcondes sobre a primeira atitude no comando do município.

O novo chefe do Executivo também apresentou a proposta de reduzir os custos da administração municipal cortando secretarias e cargos em comissão. “Nesse primeiro momento vai ter algumas pessoas da nossa confiança que vão acumular as pastas, o que já reduz os custos. Reduzindo custo da folha, a gente converte em investimento para a população”, complementa o prefeito.

Marcondes também lamentou que sua nomeação tenha acontecido em meio aos escândalos que culminaram na cassação do antigo gestor, naquilo que classificou como uma das “situações que estragam a política”. “A gente vai fazer uma gestão para resgatar a credibilidade e a confiança das pessoas”, complementa.

Cassação de Nassib Hammad

A sessão que resultou na saída de Hammad da Prefeitura de Fazenda Rio Grande começou na manhã do último sábado (19) e só terminou durante a madrugada de domingo (20) após mais de 17 horas de debates. O vice-presidente da Casa de Leis, Sandro do Proteção (Pros), lembra que a votação foi suspensa outras duas vezes por decisão liminar do Poder Judiciário após pedido da defesa do agora ex-prefeito.

“Tivemos denúncias de nomeações ilegais e de fura-fila da vacina; eu inclusive fui criador de uma lei no começo do ano passado pra que a gente pudesse ter o respaldo e o respeito à população nesse sentido”, relembra Sandro sobre o andamento da investigação. “Teve mais alguns atos de improbidade que a gente conseguiu comprovar que ensejou essa decisão da Câmara”, complementa.

Para o vereador, o Poder Legislativo cumpriu com seu dever durante todo o processo. “A Câmara vai continuar seus trabalhos de forma imparcial, nossa função é fiscalizar e a gente vai continuar fazendo esse trabalho”, assegura.

Colaboração de Juliana Rodrigues/Rede Massa.