Indiciados

Oito pessoas são indiciadas por adulteração em postos de combustíveis de Curitiba

Cerca de 50 postos de combustíveis localizados em Curitiba e na região metropolitana foram alvos da investigação.

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Oito pessoas foram indiciadas após a Polícia Federal (PF) concluir o inquérito que investigou 50 postos de combustíveis localizados em Curitiba e na região metropolitana. Conforme aponta a investigação, os envolvidos devem responder por estelionato e pelo crime contra a Ordem Econômica.

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Segundo a PF, os indiciados faziam parte de uma organização criminosa responsável pela rede de postos investigadas desde o ano passado. Nos locais, sob o comando da quadrilha, a perícia constatou duas práticas ilegais: “Bomba Baixa” e gasolina adulterada.

Esquema sofisticado

Na primeira prática ilegal, os postos investigados utilizavam o chamado “Sistema Flex”, um dispositivo eletrônico que permitia a manipulação remota dos volumes de combustível via aplicativo de celular.

Os exames periciais constataram que as bombas entregavam volumes significativamente menores do que os registrados no visor da bomba. As diferenças chegavam a -8,3%, muito acima de qualquer tolerância legal.

Em relação a adulteração de combustível, as análises laboratoriais revelaram índices alarmantes de mistura de etanol na gasolina comum. Em casos extremos, os postos comercializavam um produto com 79% de etanol, ignorando completamente o limite legal de 27%.

40 anos de prisão

Conforme a corporação, os crimes causaram danos diretos aos veículos dos consumidores e aumentaram artificialmente o lucro dos criminosos. Com isso, os envolvidos devem responder pelos crimes de estelionato, quando o consumidor é induzido ao erro, e contra a Ordem Econômica, pela aquisição e revenda de combustíveis em desacordo com as normas legais.

Somadas, as penas podem chegar a 40 anos de prisão para cada integrante do grupo.

Conexão com o crime organizado

A investigação demonstrou que a fraude nos postos era o “motor” de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do crime organizado.

Os lucros obtidos enganando o consumidor eram depositados em uma estrutura financeira que movimentou bilhões de reais, utilizando empresas de fachada e “laranjas” profissionais para ocultar a origem ilícita dos recursos.

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