Segurança

Órgãos são transportados de Francisco Beltrão para Curitiba e podem salvar até cinco vidas

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Foto: Casa Militar

Na manhã desta terça-feira (15), um King C90, aeronave da frota do Paraná, transportou órgãos para transplante, de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, para Curitiba. O rim, fígado e coração de um homem de 49 anos, morador da cidade, cuja doação foi autorizada pela família, salvarão a vida de até cinco pessoas.

“O fígado tem até 12 horas entre a retirada do doador até o transplante no receptor, o coração tem o limite de 4 horas e o rim até 36 horas”, explica a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET-PR), Juliana Giugni.

Assim que a aeronave pousou no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, o fígado foi levado para o Hospital Angelina Caron, onde deram início ao transplante em uma mulher, de 60 anos, por volta de 13h30. O rim foi levado para a Central Estadual de Transplante do Paraná, para passar por um teste de compatibilidade entre o doador e o novo receptor. Assim que o resultado estiver pronto, o órgão será encaminhado para um hospital à espera do transplante.

No caso do coração, não foram encontrados pacientes compatíveis para o recebimento do órgão, então, ele será levado para o banco de tecidos, no Hospital Evangélico Mackenzie, que fará uma análise e, a depender do resultado, o encaminhará para o transplante de valvas cardíacas. Esse tipo de transplante é indicado para casos em que o paciente tenha problemas nas valvas, e podem ser beneficiados até dois transplantados de qualquer idade. As valvas podem ficar armazenadas no banco por um período de até seis meses.

Estrutura

O Paraná conta com uma Central Estadual de Transplantes localizada em Curitiba, além de quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) – em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Estes centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná, que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).

“É um trabalho muito importante, tem fila muito grande de pacientes que estão à espera de um órgão e, nos últimos anos, com a pandemia, sofreu um impacto na doação, porque pacientes com diagnóstico de Covid não puderam ser doadores”, disse Juliana Giugni.

Ao todo são cerca de 700 profissionais envolvidos, entre eles 23 equipes de transplante de órgãos, 25 centros transplantadores de córneas e quatro bancos de córneas em atividade – Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.

Informações da Agência Estadual de Notícias