caso encerrado

Exame confirma que ossadas enterradas são de primas desaparecidas

Letycia Garcia e Sttela Melegari, ambas de 18 anos, estavam desaparecidas desde o dia 20 de abril, quando foram vistas pela última vez com Clayton Antonio da Silva Cruz

Polícia encontrou a ossada das primas desaparecidas no Paraná
Letycia Garcia e Sttela Melegari, ambas de 18 anos, estavam desaparecidas desde o dia 20 de abril, quando foram vistas pela última vez com Clayton Antonio da Silva Cruz (Foto: Reprodução/PCPR/Redes Sociais)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) confirmou, nesta quinta-feira (27), que as ossadas encontradas enterradas próximas a Paraíso do Norte, no Noroeste do estado, são das primas desaparecidas de Cianorte.

Letycia Garcia e Sttela Melegari, ambas de 18 anos, estavam desaparecidas desde o dia 20 de abril, quando foram vistas pela última vez com Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos. Após uma operação da PCPR, Clayton, que era o principal suspeito, foi morto na madrugada do dia 21 de agosto, e o comparsa dele, conhecido como Magrão, apontou o local onde estariam os corpos.

No mesmo dia, a polícia encontrou as ossadas. Nesta quinta-feira (21), o delegado responsável pelo caso, Luís Fernando Alves, confirmou que se tratam das primas. Um exame odontológico confirmou a identidade das ossadas.

Primas ficaram desaparecidas por quatro meses

A PCPR chegou até a localização após um trabalho de investigação da delegada Kethilin Schwingel Iurino, que identificou Claytinho do Pó e um comparsa em crimes na região. Ao descobrir o endereço onde os suspeitos estavam, uma operação foi realizada nas primeiras horas da sexta-feira, 21 de agosto.

Em Mandaguari, Claytinho do Pó foi morto a tiros ao fazer uma família refém na tentativa de fuga. Já em Umuarama, Michel, conhecido como Magrão, foi preso e indicou onde estariam os corpos.

Primas desaparecidas sumiram após noitada em boate

As últimas movimentações conhecidas de Letycia e Sttela ocorreram entre Cianorte, Jussara e Paranavaí. Segundo a investigação, às 22h39 de 20 de abril, as duas foram registradas saindo de Cianorte em uma caminhonete acompanhadas de Clayton.

Letycia conhecia o homem pelo nome de “Davi”. A polícia apurou que o trio havia saído da casa dela. Também foi a última vez que Letycia se conectou à internet. Poucos minutos depois, às 22h54, a caminhonete apareceu em imagens de câmeras entrando em Jussara, onde Sttela morava com a mãe.

A jovem entrou na cidade para buscar uma mochila em casa, mas a mãe não estava no imóvel. Às 22h55, Sttela fez uma publicação nas redes sociais e marcou Letycia. Na imagem, ela aparece dentro da caminhonete com uma garrafa de uísque, enquanto uma música tocava no veículo. A legenda publicada foi: “Qual será o nosso destino KKKK”.

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Às 23h13, o trio deixou Jussara e seguiu pela PR-323 em direção a Maringá. Já à 0h16 do dia 21 de abril, Sttela fez uma segunda e última publicação nas redes sociais, no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Clayton aparece na imagem, mas apenas o perfil de Letycia foi marcado na publicação.

Por volta da 1h10, Letycia, Sttela e Clayton foram registrados por câmeras em uma boate de Paranavaí. Em determinado momento, as duas aparecem andando de mãos dadas e, posteriormente, Clayton também é filmado com elas.

Depois disso, as jovens não deram mais notícias às famílias. Entre os dias 22 e 23 de abril, Clayton retornou sozinho a Cianorte. Conforme a investigação, ele estava sem a caminhonete e deixou a cidade novamente usando uma motocicleta e sem celular.

Em 23 de abril, por volta das 9h, ocorreu a última conexão de Clayton à internet. No dia seguinte, a polícia identificou um registro indicando que ele havia passado por Maringá. Em 29 de abril, foi expedido o mandado de prisão contra o homem, que passou a ser considerado foragido por homicídio.

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