Segurança
Outubro Verde: Curitiba registrou 4 casos de sífilis congênita a cada 100 mil habitantes em 2021
A campanha Outubro Verde serve como alerta para o combate à sífilis congênita, doença infectocontagiosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Em Curitiba, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) contabilizou uma taxa de detecção da sífilis congênita de 4,6 casos a cada 100 mil habitantes.
A Lei nº 13.430, de 31 de março de 2017, instituiu que o terceiro sábado de outubro de cada ano é marcado como o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. O bebê se infecta pelo microrganismo ainda na vida intrauterina, quando a mãe com sífilis não é diagnosticada.
Transmissão da sífilis congênita
A transmissão acontece pela passagem do Treponema pallidum da mãe para o bebê, através da placenta. A taxa de transmissão pode ter variações se a gestante não for tratada.
Prevenção da sífilis congênita
Como na maioria das vezes a doença não apresenta sintomas, muitas grávidas não sabem que estão com a bactéria. A coleta do exame de sangue para sífilis deve ser feita durante o pré-natal no 1º trimestre e, se possível, no 2º e 3º trimestres de gestação.
Caso a doença seja confirmada na gestante, o tratamento da mulher e de seu parceiro deve ser iniciada o quanto antes, com injeção de penicilina. Tempos depois, o exame deve ser repetido mensalmente para avaliar se a grávida está curada.
Sintomas do bebê com sífilis congênita
- Baixo peso;
- Anemia;
- Aumento do fígado e do baço;
- Diminuição de plaquetas;
- Icterícia;
- Problemas respiratórios;
- Descamação nas palmas das mãos e dos pés;
- Prematuridade;
- Manchas brancas e vermelhas na pele;
- Inchaço;
- Rinite mucosanguinolenta.
O bebê pode nascer sem sintomas. Os sinais podem aparecer apenas quando a criança completar dois anos da idade, o que pode afetar seu sistema nervoso.
Tratamento do bebê com sífilis congênita
O tratamento do bebê acontece com penicilina aplicada na veia ou no músculo, por até 10 dias. Após a aplicação, a criança deve ter acompanhamento no pediatra. Na sequência, devem ser realizados exames de sangue e demais consultas no sistema nervoso do bebê.