CRIME

Padrasto é preso suspeito de torturar enteado de 4 anos após denúncia de escola

O garoto chegava frequentemente às aulas com hematomas na cabeça e nas orelhas, além de arranhões e cortes em diferentes partes do corpo

Viaturas da Polícia Civil do Rio de Janeiro
A criança demonstrava medo sempre que era questionada sobre a origem dos machucados (Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro)

Um padrasto foi preso em flagrante na última segunda-feira (15), no bairro Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, suspeito de agredir e torturar o enteado, uma criança de apenas 4 anos. A prisão ocorreu após uma denúncia feita por funcionários da escola onde o menino estuda.

De acordo com o portal Bacci Notícias, a Polícia Civil informou que a instituição de ensino passou a observar, ao longo dos últimos meses, diversos sinais de violência na criança. Segundo os relatos, o garoto chegava frequentemente às aulas com hematomas na cabeça e nas orelhas, além de arranhões e cortes em diferentes partes do corpo. As lesões chegaram a ser registradas em fotos pela equipe da escola.

Sinais de violência chamaram a atenção de professores

Além dos ferimentos, os profissionais também notaram mudanças no comportamento da criança. O menino apresentava sonolência constante, apatia, falta de interesse pelas atividades escolares, queixas recorrentes de dores no estômago e sinais de fome excessiva.

Ainda conforme a investigação, a criança demonstrava medo sempre que era questionada sobre a origem dos machucados e evitava falar sobre o assunto.

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As suspeitas aumentaram após a mãe informar à escola que um ferimento no nariz teria sido causado por uma queda. Diante da situação, policiais civis foram até a unidade escolar para apurar os fatos. No momento da abordagem, a mãe e o padrasto estavam no local para buscar o menino e foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos.

Padrasto foi preso após crimes contra enteado

Durante o atendimento, a criança relatou aos policiais que o ferimento no nariz havia sido provocado pelo padrasto. O garoto também afirmou que era vítima de agressões frequentes.

Após o depoimento, o menino passou por exame de corpo de delito. O laudo apontou lesões recentes e identificou marcas compatíveis com agressões anteriores.

Com base nas evidências reunidas, a Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante do padrasto pelos crimes de tortura e lesão corporal contra o enteado, enquadrados na Lei Henry Borel. O caso segue sob investigação.

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