VIOLÊNCIA
Vereador é agredido a pauladas durante gravação de vídeo; assista
DETIDO
O homem, segundo a avó, já agredia as crianças em casa; suspeito foi preso preventivamente
O pai que foi flagrado chutando a própria filha de três anos, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (9).
De acordo com a Polícia Civil, o homem responde pelo crime de lesão corporal praticada no contexto da violência doméstica e familiar. Ele foi detido após as investigações indicarem um histórico de agressões contra a filha e o enteado de cinco anos.
O caso foi registrado por câmeras de segurança neste domingo (5). Nas imagens, é possível ver que o suspeito estava caminhando com as crianças quando deu um chute na filha, que caiu no chão. Na sequência, um homem tentou ajudá-la. Ele se aproximou, falou com o pai da menina, mas se afastou. Em entrevista à Rede Massa | SBT, José Luiz contou o que aconteceu.
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“É uma situação que nunca imaginei passar, é tão delicado. Fiquei indignado. Eu fui me aproximando, mas o rapaz estava alterado, olhos inchados… como não tinha ninguém ao lado, eu fui me afastado a medida que ele me ameaçava. No momento que ele levantou o dedo para mim, notei um volume na calça e me afastei de vez. Nesse momento temos que pensar que somos pais também, tentei fazer o que pude naquele momento”, conta.
Ao ver as imagens em redes sociais, a mãe das crianças registrou um boletim de ocorrência na terça-feira (7). Em depoimento, ele relatou que teria chutado a criança pois ela estava chorando. Com as agressões, medidas protetivas de urgência em favor da vítima, do irmão dela e da mãe foram solicitadas pela Polícia Civil.
O homem, segundo a avó, já agredia as crianças em casa. Em entrevista à Rede Massa | SBT, ela contou que, por vezes, as crianças apareciam com marcas pelo corpo. De acordo com o depoimento da avó, ela chegou a morar com a filha, o homem e as duas crianças.
Apenas a menina de três anos seria filha de sangue do suspeito; o menino era enteado. Segundo a avó, durante a convivência, o homem passou a tratá-la mal por “se intrometer” na criação das crianças. Isso porque ela criticava a forma violenta como agressor tratava a filha e o enteado.
Tempo depois, a família se mudou para um kitnet e a avó deixou de viver com eles. Mesmo assim, segundo ela, o menino aparecia na casa dela com marcas pelo corpo e acusava o padrasto.
“Um dia ele chegou em casa com a cara toda batida, então eu perguntei: ‘Filho, o que aconteceu?’. E ele me respondeu: ‘O pai me deu uma paulada, vovó’. Outro dia, já no mercado, a vizinha me contou que ele, num dia chuvoso, estava com as crianças e guarda-chuvas. Aí ele pegou e quebrou o guarda-chuva na cabeça da bebê, porque ela queria um doce. Ele bate mesmo, ele da coice, chuta, e eu quero justiça com esse canalha na cadeia”, disse ao repórter Willian Mafioletti, da Rede Massa.
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