Investigação
Pai que agrediu filha com chute é ouvido pela polícia e revela motivação
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Em entrevista à Rede Massa | SBT, a avó revelou que o homem já quebrou um guarda-chuva na cabeça da menina e batia constantemente no menino, que é enteado
O pai investigado por chutar o rosto da própria filha de três anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, já agredia as crianças em casa, segundo a avó. Em entrevista à Rede Massa | SBT, sem se identificar, ela contou que, por vezes, as crianças apareciam com marcas pelo corpo. O caso aconteceu no último domingo (5).
De acordo com o depoimento da avó, ela chegou a morar com a filha, o homem e as duas crianças. Apenas a menina de três ano seria filha de sangue do suspeito; o menino era enteado. Segundo a avó, durante a convivência, o homem passou a tratá-la mal por “se intrometer” na criação das crianças. Isso porque ela criticava a forma violenta como agressor tratava a filha e o enteado.
Tempo depois, a família se mudou para um kitnet e a avó deixou de viver com eles. Mesmo assim, segundo ela, o menino aparecia na casa dela com marcas pelo corpo e acusava o padrasto.
“Um dia ele chegou em casa com a cara toda batida, então eu perguntei: ‘Filho, o que aconteceu?’. E ele me respondeu: ‘O pai me deu uma paulada, vovó’. Outro dia, já no mercado, a vizinha me contou que ele, num dia chuvoso, estava com as crianças e guarda-chuvas. Aí ele pegou e quebrou o guarda-chuva na cabeça da bebê, porque ela queria um doce. Ele bate mesmo, ele da coice, chuta, e eu quero justiça com esse canalha na cadeia”, disse ao repórter Willian Mafioletti, da Rede Massa.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) instaurou um inquérito policial para investigar o caso da criança de 3 anos que foi agredida pelo pai com um chute, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná. O caso aconteceu no último domingo (5), porém, só foi revelado nesta terça-feira (8), após divulgação de imagens de câmeras de segurança.
Diante das imagens, a mãe da criança tomou conhecimento da agressão e denunciou o companheiro. O casal morava em uma residência com os dois filhos. Com o flagrante, a PCPR realizou um pedido de urgência para emitir medidas protetivas para a mulher e os dois filhos.
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“Em um primeiro momento, agora, a maior preocupação da Polícia Civil foi com o bem-estar da criança, como garantir a segurança dessa criança. Assim foi representado, foi formalizado o pedido de medidas protetivas de urgência para essa criança, para o irmão dela e também para a genitora das crianças. Também foi requisitado a realização do exame de lesão corporal nessa criança”, destacou o delegado Anderson Andrei.
O homem revelou às autoridades que o choro da filha teria motivado a agressão, porém, ressaltou que não se recorda completamente dos fatos. Após ser ouvido, o homem foi liberado. Neste caso não houve o flagrante, pois a ocorrência aconteceu no domingo (5) e o suspeito foi ouvido mais de 24 horas depois.
O momento da agressão foi flagrado por câmeras de segurança no local. Pelas imagens, é possível ver que uma testemunha, um homem, tenta ajudar a criança. Ele se aproxima, parece discutir com o homem, e se afasta. Em entrevista à Rede Massa | SBT, José Luiz contou o que aconteceu.
“É uma situação que nunca imaginei passar, é tão delicado. Fiquei indignado. Eu fui me aproximando, mas o rapaz estava alterado, olhos inchados… como não tinha ninguém ao lado, eu fui me afastado a medida que ele me ameaçava. No momento que ele levantou o dedo para mim, notei um volume na calça e me afastei de vez. Nesse momento temos que pensar que somos pais também, tentei fazer o que pude naquele momento”, contou o homem.
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