virou bagunça?
caso será investigado
Depois que o caso veio à tona, outras vítimas relataram abusos até mesmo durante trabalhos espirituais
Uma mulher, identificada como Rayanne Braz, denunciou episódios de violência, abusos e cárcere privado em um relacionamento com um pai de santo de Maringá, no Norte do Paraná. A denúncia chegou à Rede Massa | SBT, que conversou, com exclusividade, com a vítima.
Segundo Rayanne, o relacionamento entre os dois começou entre junho e agosto de 2025. Na época, a moça afirma que vivia um período de muita vulnerabilidade emocional e foi induzida a se relacionar com o homem. Eles se conheceram através de uma amiga, que já havia feito trabalhos no terreiro do suspeito.
O relacionamento, segundo Rayanne, ia bem, mas as agressões começaram alguns meses depois. Os episódios começaram com socos e tapas, mas depois se transformaram em puxões de cabelo. Durante as discussões, o suspeito chegou a quebrar dois celulares da vítima.
“Ele não deixava eu ir embora, puxava meu cabelo, gritava. E eu começava uma pequena luta corporal, tentando me livrar”, disse Rayanne em entrevista à repórter Karina Chichanoski, da Rede Massa de Maringá.
As agressões continuaram até que Rayanne decidiu pedir socorro. Depois do último episódio de violência, ela registrou um boletim de ocorrência e pediu uma medida protetiva contra o líder religioso e ex-namorado.
“Tacou minha cabeça na parede, me empurrando. Eu tantando ir embora e ele me empurrando. Eu comecei a gritar socorro, ele me mandou calar a boca e eu não calava”, disse sobre o último episódio de violência.
O pai de santo acusado de abusos, violência e cárcera privado aceitou conversou com a Rede Massa de Maringá. Em entrevista, sem se identificar, ele negou os episódios e disse que Rayane tinha momentos de loucura e jogava as coisas pela casa. Quanto a acusação de que ele a forçou a dar dinheiro, ele diz que foram investimentos em viagens do casal.
“Eu tenho todos os comprovantes da assistência técnica dos celulares, mandei arrumar. Essas transferências que ela cita foram em viagens, unhas, cabelo e até trabalhos espirituais vinculados a ela. Sempre fui muito claro em relação a minha condição financeira”, disse.
Outra acusação da mulher diz respeito ao cárcere privado. Rayanne diz que era obrigada a ficar dentro da casa dele até que todas as marcas de agressão sumissem.
Com medo das agressões, Rayanne começou a tirar fotos das marcas e, depois, publicou o relato na internet. Por lá, para sua surpresa, recebeu mensagens de outras pessoas que teriam sido abusadas pelo pai de santo em Maringá.
Nos relatos, algumas mulheres citam assédio até mesmo durante os trabalhos espirituais.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná (PCPR), em Maringá. Assista à reportagem completa aqui.
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