Segurança

Brics terá seis novos países a partir de janeiro de 2024

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os líderes do Brics anunciaram, nesta quinta-feira (24), a entrada de seis novos países ao grupo a partir de janeiro de 2024: Arábia Saudita, Argentina, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos.

A mudança foi realizada em uma declaração conjunta com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, o presidente da China, Xi Jinping, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi e o presidente da Rússia, Vladimir Putin (de forma virtual).

A partir de janeiro de 2024, os seis países vão integrar o bloco de nações emergentes. É a primeira expansão desde 2011, quando ocorreu a entrada da África do Sul.

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Com a alteração, o Brics terá cerca de 46% da população mundial e quase 36% do PIB global em paridade de compra. A adesão foi oficializada na Declaração de Joanesburgo, documento acordado entre todos os atuais integrantes do Brics. 

“Neste mundo em transição, o Brics nos oferece uma fonte de soluções criativas para os desafios que enfrentamos. A relevância do Brics é confirmada pelo interesse crescente que outros países demonstram de adesão ao agrupamento. Entre os vários resultados da cúpula de hoje, ressalto a ampliação do Brics, com a inclusão de novos membros”,

disse o presidente Lula em seu discurso.

Os atuais países-membro também comunicaram a definição de critérios para a futura entrada de novas nações no bloco. Os bancos centrais e ministérios da Fazenda e Economia de cada país ficarão responsáveis por realizar estudos em busca da adoção de uma moeda de referência do Brics para o comércio internacional.

O grupo também entrou em acordo para seguir em busca de uma reforma da governança global, especialmente em relação ao Conselho de Segurança da ONU.

Após duas sessões ampliadas com participação dos países-membro e mais nações convidadas, a 15ª Cúpula de chefes de Estado do Brics se encerra nesta quinta-feira.