Segurança

Túmulo de ex-modelo morta pelo namorado é violado e cabeça é roubada

Meses após o feminicídio, a família descobriu que o túmulo da jovem havia sido violado

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Reprodução/Redes sociais

Um novo desdobramento voltou a colocar o caso da ex-modelo Pamela Genini no centro das atenções. Meses após o feminicídio, a família descobriu que o túmulo da jovem havia sido violado — e que a cabeça dela foi roubada.

A revelação veio na última segunda-feira (23), quando parentes abriram o túmulo no cemitério de Strozza, na província de Bérgamo, na Itália, para transferir o corpo para a capela da família. Ao verificar o caixão, encontraram sinais de violação: parafusos espalhados e silicone ainda “fresco”, usado para selar novamente a estrutura. No interior, faltava a cabeça da vítima.

Família encontra caixão violado ao transferir corpo de ex-modelo

A Procuradoria de Bérgamo abriu investigação para apurar o caso, que envolve crimes de profanação de cadáver e subtração de parte do corpo, previstos no artigo 411 do código penal italiano. A polícia trabalha com a hipótese de participação de três ou quatro pessoas e aponta que a violação é recente. A pena pode variar de dois a sete anos de prisão, com agravantes por ter ocorrido dentro de um cemitério.

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A ex-modelo Pamela Genini, de 29 anos, havia sido vítima de feminicídio em outubro do ano passado. Ela foi morta dentro do próprio apartamento, em Milão, pelo então namorado, Gianluca Soncin, de 52 anos. O crime aconteceu após ele invadir o imóvel com uma cópia das chaves feita sem o conhecimento dela.

Polícia investiga roubo após violação de caixão

Antes do ataque, a jovem tentou pedir ajuda a uma amiga por mensagens. Apesar da tentativa da amiga de acionar ajuda, Pamela foi esfaqueada e morreu no local. Após o crime, o agressor tentou tirar a própria vida usando a mesma faca. Ele sobreviveu, foi levado sob custódia ao Hospital Niguarda e, posteriormente, encaminhado para a prisão de San Vittore, também em Milão.

Segundo as investigações, o ex-namorado já a perseguia antes do crime. A defesa informou que o suspeito não dará declarações por “problemas de saúde mental”.

Natural de Strozza, uma pequena vila na região de Bérgamo, Pamela dividia a rotina entre Milão, Monte Carlo e Dubai, e se apresentava como “modelo e jovem empreendedora”.

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