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Crime organizado
Grupo criminoso atuava na fronteira entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, trazendo drogas e armas ao Brasil
A Polícia Federal (PF), em parceria com a Receita Federal, deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Ifrit, contra uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC). O grupo teria envolvimento com o tráfico internacional de drogas e armas.
A ação cumpriu medidas judiciais nos estados do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Ao todo, foram cumpridos 75 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Três policiais civis também foram afastados de suas funções.
De acordo com a PF, o grupo criminoso alvo da operação é liderado por núcleo familiar e conta com a participação de agentes da segurança pública. A investigação aponta que policiais civis e militares do Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal, estariam envolvidos com os criminosos.
Segundo a apuração, o grupo teria envolvimento com o tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro. Os agentes também investigam crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.
A PF afirma que os criminosos utilizavam armamento pesado, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais.
Os criminosos concentravam sua atuação na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados brasileiros. Segundo as investigações, os criminosos obtinham drogas e armas na Bolívia, no Peru e no Paraguai e abasteciam redes de distribuição no Brasil.
Os entorpecentes também seguiam rotas de tráfico com destino à Europa, principalmente na Espanha e em Portugal.
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