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A jovem Thayane Smith deve pagar três salários-mínimos a vítima.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) concluiu que houve omissão de socorro no caso de Roberto Farias Tomaz. O jovem, conhecido como Betinho, ficou cinco dias desaparecido no Pico Paraná no início de janeiro, após a amiga que o acompanhava, Thayane Smith, seguir a trilha sozinha.
Segundo o órgão, o entendimento da 2ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul diverge da conclusão da Polícia Civil, que havia decidido pelo arquivamento da investigação.
De acordo com o promotor Elder Teodorovicz, a amiga que acompanhava a vítima teria cometido o crime de omissão de socorro ao deixá-lo para trás durante a trilha de retorno, no dia 1º de janeiro.
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Isso porque a jovem tinha plena consciência da condições físicas do rapaz, que já havia vomitado e caminhava com dificuldade, além das condições perigosas do Pico Paraná, a maior montanha do Sul do país.
A investigação do MP aponta que, mesmo alertada por outros montanhistas sobre os riscos, a jovem não demonstrou interesse em auxiliar nas buscas, priorizando o próprio bem-estar.
Como o crime de omissão de socorro prevê pena máxima de seis meses de detenção, o MPPR sugeriu uma transação penal para encerrar o processo. As condições propostas incluem:
A Promotoria justifica que os valores serão destinados as tarefas em razão da grande mobilização de forças oficiais, agentes civis e voluntários que trabalharam durante os cinco dias de desaparecimento.
Diante das novidades do caso, a reportagem entrou em contato com a defesa de Thayane Smith. Uma das advogadas que representava a jovem afirmou que deixou o caso, a outra afirma que aguarda ter acesso aos autos do processo, que corre sob sigilo.
Segundo Leonardo Mestre Negri, advogado de defesa de Roberto Farias Tomaz, a prioridade da família sempre foi a volta do jovem com vida. Confira a nota oficial abaixo:
“O Ministério Público entendeu que há indícios suficientes de prática de omissão de socorro, razão pela qual o inquérito não foi arquivado e foi remetido ao Juizado Especial Criminal para regular apuração da conduta.
Para a família, o objetivo sempre foi a preservação da vida do Roberto, o que felizmente se confirmou, e, neste momento, o encaminhamento adequado é permitir que a Justiça conduza o caso dentro dos parâmetros legais, sem antecipação de juízos de valor ou condenações no âmbito das redes sociais.”
Roberto Farias, o Betinho, desapareceu após subir a montanha para ver o nascer do sol na virada do ano. Ele foi localizado cinco dias depois, com sinais de desidratação, em uma operação que mobilizou helicópteros e equipes especializadas.
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