Segurança
Pílula da Pfizer contra a covid-19 é aprovada nos Estados Unidos
Os Estados Unidos registraram mais de 1 milhão de novos casos de covid-19 nos últimos sete dias. A maioria é da variante ômicron — que se espalha rapidamente pelo país. Para tentar evitar que os hospitais fiquem cada vez mais lotados, a agência reguladora de medicamentos norte-americana, A Food and Drug Administration (FDA), autorizou o uso emergencial da pílula da Pfizer para o tratamento, em casa, de pacientes recém-infectados.
No texto que informa a aprovação em caráter emergencial, a FDA alerta que o comprimido não deve ser usado por pessoas com problemas renais ou hepáticos graves.
Este é o primeiro remédio contra a covid-19 aprovado nos Estados Unidos. O uso da pílula Paxlovid, desenvolvida pela Pfizer, é indicado somente pra quem tem 12 ou mais. No caso dos adolescentes e pré-adolescentes é preciso que o paciente pese, no mínimo, 40 quilos.
A pílula Paxlovid precisa de prescrição médica e é usada em um tratamento de cinco dias em quem já está infectado pelo corovavírus. Testes clínicos comprovaram eficácia de quase 90 % na prevenção de internações e mortes de pacientes considerados de alto risco.
O efeito do medicamento é mais promissor se ele começar a ser tomado nos primeiros dias desde o aparecimento dos sintomas.
O governo americano já fechou a compra da medicação suficiente para tratar 10 milhões de pessoas. Agora, é preciso apenas afinar os detalhes logísticos e aguardar a aprovação do uso pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o que deve acontecer nos próximos dias. A farmacêutica Pfizer, que tem sede em Nova Iorque, disse que está pronta para começar a entrega imediata dos comprimidos e informou que vai produzir 120 milhões de caixas para distribuição global, em 2022.
Outros países, como Reino Unido, Austrália, Coreia do Sul e Itália já fizeram acordos de compra do remédio com a Pfizer.
Especialistas em saúde insistem que a vacina ainda é a melhor prevenção contra a covid-19, mas entendem que o medicamento aprovado para tratar a doença é um marco no combate à pandemia.
Administrado por via oral, o tratamento pode ser feito em casa e, assim, evitar parte da pressão nos hospitais. A notícia vem no momento em que países da Europa e os Estados Unidos enfrentam um aumento acelerado no número de infecções por conta da variante ômicron.
Informações de SBT News