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Pirata em Curitiba? Palestra na Rede Massa traz detalhes da lenda

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Foto: Massa News

A Rede Massa | SBT recebeu Marcos Juliano Ofenbock, pesquisador da história do Pirata Zulmiro — que morou em Curitiba entre 1839 e 1889. O empresário e escritor realizou uma palestra na sede da capital paranaense nesta segunda-feira (21).

O pesquisador comprovou, através de documentos esquecidos, cartas, arquivos e jornais impressos, a existência do Pirata Zulmiro em Curitiba. Marcos faz pesquisas sobre a história desde 2004.

“Eu não imaginava que tinha esbarrado na maior história de piratas do mundo. Foi uma baralha empreendedora”,

diz o pesquisador.

O pirata, que era chamado de Francis Hodder, viveu em Curitiba entre 1839 e 1889. De acordo com Marcos, ele morava na região onde está a Universidade Livre do Meio Ambiente.

Francis nasceu em 1799 e fazia parte de uma família nobre irlandesa. Anos depois, ele entrou na Marinha Real Inglesa e matou um oficial durante uma briga. Após a discussão, ele fugiu e entrou em um navio negreiro.

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No navio, Francis fez um motim e matou o capitão. Com isso, ele passou a ser chamado de Pirata Zulmiro e seguiu para o Oceano Atlântico Sul. Segundo a pesquisa, ele começou a praticar a pirataria junto com dois colegas.

Juntos, os três criaram um banco de tesouros com objetos capturados. Zulmiro fez um mapa apontando onde está os itens valiosos: Ilha da Trindade, localizada a cerca de 1.200 km da costa do Espírito Santo.

Marcos contou que, anos depois, Zulmiro foi capturado por um navio de guerra inglês. Um oficial, amigo do pirata, simulou a sua fuga para ele se “aposentar” da pirataria.

Na sequência, Zulmiro chegou em Curitiba — onde viveu até seus últimos dias. A Ilha da Trindade, onde estaria os tesouros, é administrada pela Marinha do Brasil e tem acesso restrito: “ela tem segredos escondidos”, contou Marcos.

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Foto: Massa News

A ilha já contou com diversas expedições na tentativa de encontrar o tesouro indicado pelos piratas, porém, nenhuma obteve sucesso. O pesquisador afirmou que a chance de localizar os itens valiosos é de 50% e segue otimista na procura.