Segurança

Polícia desmonta quadrilha que sonegou mais de R$ 12 milhões em impostos estaduais

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu oito pessoas ligadas a grupo criminoso envolvido em esquema de sonegação de impostos estaduais. A ação aconteceu nesta terça-feira (11), em Maringá, na região Norte do Estado. Estima-se que o prejuízo gerado aos cofres públicos seja de R$ 12,5 milhões.  

Durante a operação, os investigadores também cumpriram 19 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de sequestro de veículos e um arresto de imóvel. Foram apreendidos HDs, notebooks, pendrives, documentos, seis veículos, arma de fogo e munições. 

“Esse tipo de ação tem como principal objetivo tentar reverter para o Estado valores sonegados, desmantelando organizações criminosas responsáveis por enriquecer de forma ilícita a partir da sonegação dos impostos”, afirma o delegado Gustavo Mendes. 

Investigação

Os criminosos agiam abrindo empresas em nomes de laranjas. Na medida em que os débitos tributários eram cobrados pela Receita Estadual, outras empresas eram abertas gerando um ciclo de abertura e fechamento de firmas para burlar o pagamento de impostos.  

As investigações de alta complexidade começaram há oito meses. Nesse período, a polícia descobriu que o grupo criminoso atuava com o esquema de sonegação de impostos há mais de oito anos, causando prejuízo aos cofres públicos.  

A associação criminosa ainda é investigada pela prática de estelionatos contra instituição financeira. Os criminosos conseguiam liberações de créditos, que eram utilizados para a compra de bens sem que fosse feito o pagamento dos valores acordados em contrato. 

Os investigados podem ser indiciados pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, crimes contra a ordem tributária, estelionato e lavagem de dinheiro. A investigação continua para identificar e localizar outras pessoas ligadas a esse tipo de crime.

Atuação da Receita Estadual

Com o trabalho de notificação para regularização de débitos aos devedores que atuavam no ramo de transporte de mercadorias em 2019, a Receita Estadual do Paraná identificou a falta de regularização de diversas empresas. Devido a isso, essas empresas foram incluídas no regime de dívidas ativas e passaram a ser monitoradas pelas Delegacia Regionais da Receita Estadual de Maringá e Cascavel.

Ao longo dos últimos anos, foram promovidas diversas ações como buscas nos endereços relacionados, busca de patrimônio e análise de notas fiscais, constatando a existência de possíveis laranjas e empresas de fachada. O processo em andamento foi encaminhado para a Procuradoria Geral do Estado que detectou indícios de falsidade ideológica, bem como crimes contra a ordem tributária. 

De acordo com o delegado regional da Receita Estadual em Maringá, Clóvis Medeiros de Souza, “a importância do trabalho conjunto entre as delegacias regionais de Maringá e Cascavel e outras instituições, tais como PGE, Polícia Civil e MPPR foi fundamental para que fosse possível deflagrar essa operação”.