caso sob investigação
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Risco à saúde
Operação conjunta interditou duas unidades industriais em São José dos Pinhais que supostamente produziam e vendiam suplementos alimentares falsificados pela internet; duas mulheres foram presas
Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) desarticulou, nesta quinta-feira (11), um suposto esquema de fabricação e distribuição em massa de suplementos alimentares falsificados. A ação foi coordenada pelas equipes da Delegacia de Polícia de Bocaiúva do Sul e da 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, resultando no fechamento de duas fábricas clandestinas e na prisão em flagrante de duas mulheres.
As investigações começaram após uma marca oficial de suplementos procurar os policiais civis de Bocaiúva do Sul para denunciar que produtos com o seu rótulo estavam sendo comercializados de forma criminosa e adulterada em plataformas de sites de vendas digitais.
A partir do rastreio das contas virtuais, os policiais identificaram primeiro um distribuidor em Bocaiúva do Sul. Ao ser interrogado, o homem revelou que não fabricava nada, mas que comprava lotes inteiros de uma empresa fornecedora sediada nos bairros Cidade Jardim e Pedro Moro, em São José dos Pinhais.
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Com os mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça, as equipes policiais invadiram os dois endereços apontados, e nos locais, os agentes constataram que os imóveis funcionavam como laboratórios fabris e depósitos de armazenamento, operando de maneira clandestina, sem qualquer tipo de alvará, licença ou autorização exigida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Diante do risco à saúde pública, duas mulheres responsáveis pela gerência dos estabelecimentos receberam voz de prisão em flagrante, por exercerem atividade sujeita à fiscalização sanitária sem a devida permissão legal.
A investida contou com o apoio de fiscais da Vigilância Sanitária municipal e de técnicos do Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR), que lacraram e interditaram as duas unidades industriais. O CRF-PR também instaurou um procedimento administrativo contra a firma.
Durante as buscas nos galpões, os policiais apreenderam computadores, anotações contábeis, notas fiscais, livros de registros de produção e maquinários.
Profissionais da Polícia Científica também foram acionados para recolher amostras dos pós, cápsulas e compostos encontrados nos estoques para a realização de exames laboratoriais periciais. Os laudos químicos vão analisar a real composição dos suplementos para atestar o nível de adulteração ou se o produto continha substâncias prejudiciais ou proibidas. Os resultados serão comparados tecnicamente com as fórmulas originais fornecidas pelas marcas autênticas lesadas.
A força-tarefa mobilizou cerca de 15 policiais civis, cinco servidores da Vigilância Sanitária e três representantes do CRF-PR. Os trabalhos investigativos prosseguem para mapear o tamanho do faturamento do grupo, identificar outros possíveis sócios e apontar se os suplementos falsificados chegaram a causar danos físicos em consumidores que compraram os produtos pela internet.
Nesta quinta-feira (11), após a operação da PCPR, a direção da empresa investigada emitiu uma nota e negou que a fabricação de suplementos era clandestina. Confira a nota completa:
“A Gecaps Nutracêuticos esclarece que não tem fábricas escondidas. Todas as unidades são registradas e autorizadas. Durante a busca e apreensão relacionada à investigação de um caso de falsificação, em que a empresa foi citada como fornecedora de produtos, foi apontada uma divergência de interpretação regulatória. A filial no bairro Pedro Moro faz envase de produtos e tem autorização para tanto. No momento da operação policial, entendeu-se que o local manipulava matéria-prima, o que não é verdade. A manipulação de matéria-prima e fabricação de suplementos ocorre na fábrica-matriz, no bairro Boneca do Iguaçu, regularmente registrada, autorizada e permanentemente fiscalizada. A equipe jurídica da empresa acompanha o trabalho policial para deixar claro as atividades de cada unidade e as respectivas autorizações de funcionamento. A Gecaps permanece à disposição das autoridades competentes e reforça o compromisso com os padrões sanitários e a qualidade dos produtos da marca”, diz a nota da empresa.
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