Segurança

Polícia prende grupo suspeito de integrar a ‘gangue do Rolex’ em Curitiba

gangue-do-rolex
Foto: Reprodução/Rede Massa

Quatro pessoas foram presas suspeitas de integrarem uma organização criminosa especializada em roubo de relógios de luxo em Curitiba e em São Paulo. O grupo foi encontrado em uma residência no bairro Tatuquara, na capital paranaense. Vários materiais usados nos crimes foram apreendidos, mas nenhum relógio foi recuperado.

De acordo com o delegado Marcelo Magalhães, da Delegacia de Furtos e Roubos, todos os presos são de São Paulo e integrariam a chamada ‘gangue do Rolex’. A polícia já vinha investigando o grupo e, durante esta quinta-feira (30), flagrou quando eles entraram na residência onde havia três motos estacionadas.

Pela consulta às placas, os investigadores descobriram que um dos veículos era furtado e entraram no imóvel para fazer a abordagem. Dentro da casa foram encontrados capacetes e roupas usadas nos dias dos crimes, além de uma arma com a numeração raspada. Além disso, os agentes confirmaram que as motos tinham sido usadas em crimes recentes, conforme revelado por câmeras de segurança.

“Todos foram autuados por associação criminosa, posse de arma numeração suprimida e adulteração de sinal identificador de veículo”, esclarece o delegado, lembrando que uma das motos foi pintada e teve a placa adulterada para dificultar a identificação por parte da polícia.

Suspeito baleado

Na casa onde o grupo foi preso, os policiais encontraram documentos dos quatro detidos e de mais uma pessoa. Os investigadores descobriram que o dono desse quinto documento também seria membro do grupo criminoso, mas foi baleado há duas semanas justamente quando tentava roubar um relógio no trânsito de Curitiba. Um policial que passava pelo local flagrou o crime e acertou um tiro no suspeito, que permanece internado no hospital.

Onde estão os relógios roubados?

Segundo Magalhães, os suspeitos foram presos antes que pudessem cometer crimes nesta semana e, por isso, não havia nenhum relógio roubado recentemente com eles. No entanto, os produtos frutos das ações anteriores da quadrilha também não foram localizados.

Para o delegado, isso acontece porque os objetos são levados para São Paulo logo após o crime para serem revendidos no mercado paralelo. Por isso, ele acredita que seja difícil recuperar os produtos.