Chocante

Policial é suspensa após ser acusada de abusar do filho adotivo junto com o marido

Abusos aconteceram na residência do casal; defesa alega que mesmo em condições de sair da casa, adolescente permaneceu no local

Samantha Pelrine durante tribunal nos Estados Unidos
Policial é indiciada por abusar de filho adotivo (Foto de Greg Derr/Pool)

A certificação da policial Samantha Pelrine, da cidade de Plymouth, nos Estados Unidos, foi oficialmente suspensa após a divulgação de acusações gravíssimas de estupro de vulnerável. A decisão foi anunciada pela Comissão de Treinamento e Padrões de Oficiais de Paz (POST) no dia 30 de março, logo após Pelrine e seu marido, Daniel Forand, serem levados ao tribunal. O casal é acusado de aliciar e abusar sexualmente de um adolescente que tinha apenas 14 anos na época em que os crimes teriam começado, em 2018. A notícia chocou a comunidade local e colocou a conduta da corporação sob os holofotes da mídia internacional. 

As investigações conduzidas pela promotoria indicam que os abusos começaram há cerca de seis anos e não pararam até o ano passado. Segundo os relatos apresentados no tribunal, o crime teria sido iniciado individualmente por Daniel Forand, mas Samantha teria se juntado às práticas criminosas após o casamento do casal, transformando os abusos em uma atividade conjunta. Daniel enfrenta uma lista extensa de 20 acusações, incluindo estupro agravado e agressão com arma perigosa. Samantha, por sua vez, responde a quatro contagens relacionadas a estupro de criança com uso de força, mantendo sua alegação de inocência perante o juiz.

A vítima é um filho adotivo do casal. O menino foi adotado primeiramente por Samantha e passou a conviver com o companheiro da mãe adotiva após o casamento.

Suspensão imediata de policial após abusos

De acordo com as normas vigentes em Massachusetts, qualquer oficial de segurança pública que responda por um crime grave (felony) é automaticamente suspenso assim que a comissão reguladora é notificada. Como parte imediata da punição administrativa, Samantha Pelrine foi obrigada a entregar o distintivo, o uniforme oficial e a arma de serviço. O Departamento de Polícia de Plymouth já havia iniciado uma investigação interna paralela para revisar o status da oficial, reforçando que a integridade da instituição não tolera condutas que desviem da ética policial, especialmente em casos envolvendo menores de idade.

A defesa do casal Pelrine e Forand argumenta que a vítima, que hoje já atingiu a maioridade, possui um histórico de falsas acusações e comportamentos conturbados. Os advogados questionaram a veracidade dos fatos, apontando que o jovem teria meios financeiros para morar em outro local, mas optou por permanecer na residência dos supostos agressores. Apesar dos argumentos defensivos, o juiz fixou a fiança em 10 mil dólares para Samantha e 25 mil dólares para Daniel. O caso segue sob investigação rigorosa e novas audiências devem definir o futuro do casal, que agora aguarda o julgamento em liberdade vigiada.

Para conferir mais notícias relacionadas, acesse as últimas publicadas no portal Massa.com.br