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Júri de ex-policial que matou fotógrafo em posto de combustível é marcado para setembro

Em 2022, o ex-policial Ronaldo Massuia Silva efetuou cerca de 10 disparos em um posto de combustíveis; o fotógrafo André Muniz Fritoli morreu

Juri do ex-policial que matou fotógrafo em posto de Curitiba
A Justiça do Paraná marcou para os dias 9, 10 e 11 de setembro de 2026 o julgamento do policial federal Ronaldo Massuia Silva, acusado de matar o fotógrafo André Muniz Fritoli (Foto: Reprodução/Câmeras de Segurança)

A Justiça do Paraná marcou para os dias 9, 10 e 11 de setembro de 2026 o julgamento do policial federal Ronaldo Massuia Silva, acusado de matar o fotógrafo André Muniz Fritoli e ferir outras três pessoas durante um ataque a tiros em um posto de combustíveis de Curitiba.

A informação foi divulgada ao Massa.com.br nesta quarta-feira (17) pelos advogados que atuam na assistência de acusação das vítimas. O julgamento será realizado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital.

Segundo a acusação, Ronaldo Massuia responderá por homicídio consumado e três tentativas de homicídio qualificados por motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Ex-policial matou fotógrafo em posto de combustíveis

O caso ocorreu na noite de 1º de maio de 2022, em um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei. De acordo com as investigações, o policial federal se envolveu em uma discussão relacionada a uma vaga de estacionamento. Na sequência, ele sacou uma pistola e efetuou diversos disparos em direção à loja de conveniência do estabelecimento.

O fotógrafo André Muniz Fritoli foi atingido e morreu. Outras três pessoas também foram baleadas e sobreviveram.

Testemunhas relataram que o agente chegou ao local alterado e teria pedido um isqueiro para acender um cigarro antes da confusão. A Polícia Militar informou na época que ele apresentava sinais de embriaguez.

O boletim de ocorrência apontou que pelo menos dez disparos foram efetuados.

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Ronaldo Massuia segue preso

Após o crime, Ronaldo Massuia foi preso em flagrante. Segundo a assistência de acusação, ele permanece detido desde a data dos fatos e foi excluído dos quadros da Polícia Federal. Durante as investigações, o policial alegou ter agido em legítima defesa. Já a defesa informou, na época, que ele enfrentava um quadro grave de depressão e teria sofrido um surto psicótico.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, os advogados que representam os interesses das vítimas afirmaram esperar a condenação do acusado pelos jurados de Curitiba. O caso ganhou grande repercussão na capital paranaense e, mais de quatro anos após o crime, deverá ser analisado pelo Tribunal do Júri em setembro.

Veja a nota na íntegra:

“A juíza titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba designou os dias 9, 10 e 11 de setembro de 2026 para a realização do julgamento popular do acusado Ronaldo Massuia. O acusado será julgado por crimes de homicídio consumado e tentado, em suas modalidades qualificadas (motivo fútil, perigo comum e surpresa que impossibilitou a defesa das vítimas). O acusado permanece preso desde a data dos crimes e foi excluído da Polícia Federal. A Assistência de Acusação, no interesse das vítimas Milena Christie Brotto e André Muniz Fritoli, espera que Massuia seja finalmente condenado pelos jurados de Curitiba”, é a nota dos advogados Elias Mattar Assad, Thaise Mattar Assad, Eduardo Antonio Perine, Edson Luiz Facchi Jr., Maria Teresa dos Santos Vicari e Rogério Nicolau.

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