Perseguição em alta velocidade

Policial vai a julgamento após matar mãe de três filhos em acidente de trânsito

Heather Smedley foi atingida por viatura descaracterizada dois dias antes do Natal de 2022

policial acidente de trânsito
Foto: Reprodução

Uma tragédia que interrompeu a vida de uma família às vésperas do Natal chegou aos tribunais da Inglaterra. O policial Mark Burrows, de 46 anos, está sendo julgado pela morte de Heather Smedley, de 53 anos. A vítima foi atingida por uma viatura em alta velocidade durante uma perseguição.

O acidente fatal aconteceu no cruzamento da Oldham Road com a Otmoor Way, em Royton. Heather, mãe de três filhos, estava a caminho de casa em seu Peugeot 108 quando foi atingida violentamente pelo veículo policial descaracterizado.

De acordo com o tribunal de Chester Crown, o oficial Burrows dirigia um Volkswagen Golf R de alta potência. Ele perseguia um Audi A3 suspeito de ser roubado no momento da colisão. A acusação afirma que a condução do policial foi “perigosa”.

A ‘névoa vermelha’

Durante a abertura do caso, o promotor Jonathan Sandiford mencionou o termo “névoa vermelha”. O conceito descreve quando um motorista policial fica tão focado em capturar um alvo que perde a percepção dos riscos e perigos ao redor.

A acusação sustenta que Burrows agiu de forma imprudente. “O modo como o réu dirigiu caiu muito abaixo do que se espera de um policial competente e cuidadoso”, afirmou o promotor. Heather havia sinalizado corretamente para entrar na via quando foi atingida.

O impacto foi fatal e a vítima morreu ainda no local. O caso gera grande comoção pela brutalidade do acidente e pelo fato de ter ocorrido apenas dois dias antes das celebrações natalinas de 2022.

Treinamento avançado e falhas graves

Um ponto crucial do julgamento é o histórico do policial. Burrows havia passado por uma reavaliação de direção avançada apenas dois meses antes da batida. Para a promotoria, isso prova que ele conhecia perfeitamente os protocolos de segurança que ignorou.

O policial nega a acusação de causar o acidente de trânsito por direção perigosa. O julgamento deve seguir nos próximos dias com depoimentos de testemunhas e análise de dados de telemetria dos veículos envolvidos na perseguição.

A unidade tática à qual o policial pertencia havia sido enviada à área para localizar um carro roubado, mas a perseguição que terminou em tragédia envolveu um veículo diferente do objetivo inicial da equipe.

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