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DEU RUIM
O debate foi provocado após imagens gravadas na trilha viralizarem nas redes sociais e gerarem críticas de frequentadores e moradores
A repercussão de vídeos que mostram “cenas quentes” em uma trilha de acesso à Praia da Galheta, em Florianópolis (SC), motivou a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal da capital catarinense.
O encontro, previsto para a próxima semana, deve reunir autoridades, moradores e representantes de entidades ligadas ao naturismo para discutir alternativas que garantam mais segurança e preservação ambiental na região.
O debate foi provocado após imagens gravadas na trilha viralizarem nas redes sociais e gerarem críticas de frequentadores e moradores. Nas gravações, homens aparecem praticando atos íntimos em plena luz do dia em um dos principais acessos à praia, utilizada diariamente por turistas, esportistas e famílias.
As imagens foram registradas pelo ex-vereador Bruno Souza (PL), que abordou os envolvidos com o auxílio de um megafone e mencionou o artigo 233 do Código Penal, que trata da prática de ato obsceno em locais públicos. O caso rapidamente ganhou repercussão nacional e levou a Polícia Civil a abrir uma investigação.
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Além de apurar possíveis crimes relacionados aos atos registrados, os investigadores também analisam denúncias de danos ambientais em uma área considerada de preservação. Segundo a polícia, há suspeitas de intervenções irregulares na vegetação e abertura de caminhos clandestinos na trilha, o que pode ter causado impactos ao ecossistema local.
As investigações avançam simultaneamente nas áreas criminal e ambiental. Imagens captadas na região serão periciadas e testemunhas deverão ser ouvidas para esclarecer as circunstâncias dos fatos.
Embora a Praia da Galheta seja reconhecida pela prática do naturismo, as autoridades ressaltam que a permissão para frequentar o local sem roupas não autoriza relações sexuais em espaços públicos. A chamada “nudez pacífica” é garantida por uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, mas a prática de atos de natureza sexual continua sujeita às punições previstas na legislação.
A audiência pública terá como foco a busca por soluções que conciliem a preservação das características naturais da região com a necessidade de coibir irregularidades. Entre os temas que devem entrar em pauta estão o reforço da fiscalização, a implantação de medidas de monitoramento, campanhas educativas e ações voltadas à proteção ambiental e à segurança dos frequentadores.
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