Segurança

Prefeitura de São Paulo cancela Réveillon e vai monitorar Ômicron para decidir sobre Carnaval

Comemoração do Ano Novo no centro de São Paulo em 2017
Comemoração do Ano Novo no centro de São Paulo em 2017

SÃO PAULO (Reuters) – A prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira o cancelamento das festividades de Réveillon na capital paulista devido à nova variante Ômicron do coronavírus e seguirá monitorando o impacto da cepa no quadro pandêmico da cidade para decidir sobre a realização do Carnaval, disse o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

“O momento atual é de cautela e de que a Secretaria de Saúde possa monitorar e avaliar quais serão os efeitos dessa variante na nossa cidade. Por conta disso, também, a Vigilância Sanitária recomenda que nós não tenhamos o Réveillon na cidade de São Paulo, e por conta disso eu comunico a vocês que não terá”, disse ele em entrevista coletiva em Nova York, onde acompanha o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em viagem.

“É importante enfatizar que não é por conta de uma situação de ter sido detectado algo grave, mas porque é necessário que se faça o monitoramento e o prazo ficaria muito curto para tomar essa decisão lá na frente”, acrescentou.

Sobre o Carnaval, que ganhou relevância nos últimos anos na capital paulista com os blocos de rua além do desfile das escolas de samba, Nunes afirmou que ainda há tempo para acompanhar o impacto da Ômicron sobre a pandemia de Covid-19, e que uma decisão será anunciada mais para frente.

“Com relação ao Carnaval, como será no final de fevereiro, ainda haverá tempo para a Secretaria de Saúde monitorar e nós tomaremos essa decisão mais adiante enfatizando muito claramente, baseados nas decisões da Vigilância Sanitária”, disse.

O prefeito afirmou ter a expectativa de que, assim como ocorreu com a variante Delta, a Ômicron não tenha um grande impacto na pandemia na cidade de São Paulo, mas insistiu na necessidade de adotar uma postura de precaução diante das incertezas envolvendo a nova variante.

Após o governo do Estado recuar na decisão de desobrigar o uso de máscara em locais abertos a partir de 11 de dezembro, citando as preocupações com a Ômicron, Nunes também disse que o uso da proteção facial seguirá obrigatório na capital.

A Ômicron tem gerado preocupações de cientistas e do mercado financeiro por causa da grande quantidade de mutações que tem na proteína spike, usada pelo coronavírus para infectar as células. Os receios são de que a nova cepa possa driblar a imunidade induzida pelas vacinas contra Covid-19 existentes.

Entretanto, alguns fabricantes de vacinas afirmaram que, embora seja possível que os imunizantes sejam menos eficazes contra a Ômicron, é provável que eles protejam infectados pela nova variante de quadros graves da Covid-19 que levam à hospitalização e à morte.

Especialistas sul-africanos apontaram que, até o momento, os casos da Ômicron no país têm levado a quadros amenos da doença. No entanto, cientistas alertam que são necessários mais estudos sobre a nova cepa para responder às várias perguntam que ainda a rondam.

Por Eduardo Simões

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