DUPLO HOMICÍDIO
Corpos de primas desaparecidas são encontrados quatro meses após crime
QUATRO MESES DEPOIS
Clayton, de 39 anos, era considerado o principal suspeito do caso e estava foragido desde 29 de abril
Os corpos das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, foram encontrados enterrados em uma área de mata próxima a Estrada do Porto, em Paraíso do Norte, na região Noroeste do Paraná. A localização ocorreu nesta sexta-feira (21), quatro meses após o desaparecimento das jovens.
A informação sobre o local onde os corpos estavam foi confirmada à Polícia Civil por um comparsa de Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como “Magrão”. O homem foi preso nesta sexta-feira em Umuarama e é apontado como suspeito de participação no desaparecimento das primas.
Clayton, de 39 anos, era considerado o principal suspeito do caso e estava foragido desde 29 de abril, quando foi expedido um mandado de prisão por roubo e homicídio. Ele também foi morto nesta sexta-feira durante uma abordagem do grupo TIGRE, da Polícia Civil, em Mandaguari, no Norte do Paraná.
Quando os policiais chegaram à residência em que Clayton, nesta sexta-feira, o suspeito tentou fugir pelos fundos do imóvel. Durante a fuga, pulou muros de outras casas, entrou em uma residência e fez um morador refém.
A equipe do TIGRE conseguiu intervir e retirar o refém, que não ficou ferido. Clayton foi baleado durante a abordagem, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A localização dos corpos das primas ocorreu no mesmo dia. A Polícia Civil ainda apura a participação de cada suspeito e as circunstâncias das mortes.
Letycia e Sttela desapareceram em abril. A investigação aponta que as duas foram vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril, quando estavam em uma boate de Paranavaí acompanhadas de Clayton. Às 22h39 de 20 de abril, Letycia e Sttela foram filmadas saindo de Cianorte em uma caminhonete com Clayton, que se apresentava pelo nome falso de “Davi”.
Segundo a investigação, eles haviam saído da casa de Letycia. Aquele também foi o último momento em que a jovem se conectou à internet. Às 22h54, a mesma caminhonete foi registrada entrando em Jussara, onde Sttela morava com a mãe. A jovem entrou na cidade para pegar uma mochila em casa, mas a mãe não estava no imóvel.
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Um minuto depois, às 22h55, Sttela publicou uma foto nas redes sociais e marcou Letycia. Na imagem, ela aparece dentro da caminhonete com uma garrafa de uísque, enquanto uma música tocava no veículo. A legenda dizia: “Qual será o nosso destino KKKK”. Às 23h13, o trio deixou Jussara e seguiu pela PR-323 em direção a Maringá.
Já à 0h16 de 21 de abril, Sttela fez uma segunda e última publicação, no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Clayton aparece na imagem, mas apenas o perfil de Letycia foi marcado.
Por volta da 1h10, os três foram registrados entrando em uma boate de Paranavaí. Dentro do estabelecimento, as primas aparecem andando de mãos dadas. Clayton também foi filmado junto delas. Depois disso, as duas deixaram de dar notícias às famílias.
Entre os dias 22 e 23 de abril, Clayton retornou sozinho a Cianorte. Conforme a investigação, ele estava sem a caminhonete e deixou novamente a cidade usando uma motocicleta e sem celular. A última conexão dele à internet ocorreu às 9h de 23 de abril. No dia seguinte, a polícia identificou um registro indicando que o homem havia passado por Maringá.
Em 29 de abril, foi expedido o mandado de prisão contra Clayton. Desde então, ele era considerado foragido por homicídio. A Polícia Civil passou a tratar o desaparecimento das primas como um duplo homicídio. Com a localização dos corpos, os investigadores agora trabalham para esclarecer como as jovens foram mortas e qual foi a participação dos suspeitos.
Clayton Antonio da Silva Cruz tinha 39 anos e, segundo a Polícia Civil, usava o nome “Davi” para se apresentar em Cianorte. Ele também era conhecido pelos apelidos de “Cleitinho do Pó”, “Sagaz” e “Dog Dog”.
Antes de ser investigado pelo desaparecimento das primas, já havia um mandado de prisão em aberto contra ele por um roubo cometido em 2023, em Apucarana. A caminhonete utilizada por Clayton durante o deslocamento com as jovens era considerada “clonada”, segundo a investigação.
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