Segurança

Delegado detalha morte de primas desaparecidas no PR: “Tiro na face”

Em coletiva de imprensa, o delegado confirmou que a discussão começou dentro da boate e continuou no carro, onde aconteceu o primeiro disparo

Polícia dá detalhes sobre primas desaparecidas
Uma coletiva de imprensa realizada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) deu detalhes sobre a morte das primas desaparecidas em Cianorte (Foto: Índio Maringá/Rede Massa)

Uma coletiva de imprensa realizada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) deu detalhes sobre a morte das primas desaparecidas em Cianorte, no Paraná, desde o dia 21 de abril. A coletiva ocorreu na tarde desta sexta-feira (21) após a Polícia Civil do Paraná localizar a ossada das jovens Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida.

Estivaram presentes na coletiva o secretário da Segurança Pública, Coronel Hudson Leôncio Teixeira; os delegados da PCPR Jonas Peixoto Amaral e Luis Fernando Alves; e o chefe da delegacia PRF em Maringá, Pedro Faria.

Em entrevista, o delegado Luis Fernando Alves detalhou os momentos antes da morte das meninas e as ações de Clayton Antonio da Silva Cruz. De acordo com ele, as informações foram conseguidas a partir do depoimento da ex-mulher de Cleitinho do Pó, presa em maio, e o comparsa dele, Magrão, preso nesta sexta.

Primas desaparecidas foram mortas após discussão

As informações obtidas na coletiva de imprensa confirmaram muitas das teorias da época. De fato, segundo o delegado, a discussão entre as primas e Cleitinho começou ainda na boate. Já no carro, a briga continuou e o que começou com xingamentos terminou em morte.

“No que a discussão se intensifica, começam as agressões verbais, no sentido de que um iria matar o outro. Então começam as discussões, porque um queria ficar com a outra. A discussão se agrava, ele confronta as meninas e elas o confrontam de volta. E ele diz: desce do carro – saca uma arma. Uma delas diz: você não tem coragem de fazer isso. E niss ele dá um tiro na face da menina que estava atrás”, contou o delegado.

Ainda segundo o delegado, a discussão pode ter surgido também por interesses financeiros. O delegado informou também que só será possível saber quem foi morta primeiro após os exames da perícia.

Primas desaparecidas foram enterradas horas após o assassinato

Durante a coletiva também, o delegado detalhou a rota de Clayton após o crime. O suspeito teria desovado as meninas na mesma área que foram enterradas. No entanto, de primeira, ele apenas deixou os corpos no local a céu aberto.

LEIA TAMBÉM

Posteriormente, ele foi até a casa do comparsa, Magrão, e pediu ajuda. A dupla, então, retorna ao local e enterra as meninas na cova rasa. Depois disso, o carro utilizado durante o crime foi levado até o Paraguai.

O trabalho da Polícia Científica vai ajudar a terminar o trabalho e encerrar o caso. Até o momento, Magrão é investigado apenas por ocultação de cadáveres.

Primas desaparecem em abril, quatro meses antes de serem achadas mortas

Letycia e Sttela desapareceram após saírem de Cianorte na noite de 20 de abril. As duas estavam acompanhadas de Clayton, que utilizava o nome falso de “Davi” e que estava foragido por um crime de roubo. Na madrugada do dia seguinte, câmeras de segurança registraram as jovens com ele em um estabelecimento de Paranavaí, no Noroeste do Paraná. Após o desaparecimento, o suspeito retornou sozinho a Cianorte e, posteriormente, deixou o município.

A PCPR verificou que se tratava de um indivíduo foragido e de alta periculosidade. A investigação, que contou também com o apoio irrestrito e diligências da Polícia Militar do Paraná (PMPR), reuniu elementos importantes que levaram à decretação da prisão temporária pela Justiça, ao mesmo tempo que as diligências seguiram avançando de forma técnica e ininterrupta.

Segundo as apurações, ele teria realizado um roubo em uma propriedade rural de São João do Ivaí, em 7 de agosto. Na ocasião, acompanhado de mais uma pessoa, rendeu as vítimas e subtraiu joias. Na sequência, fugiu em um veículo, que posteriormente foi localizado queimado. A partir deste crime, ele foi apontado como possível autor em outros delitos na região.

Informações obtidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após um roubo praticado pelo investigado na região de Mandaguari permitiram a sua localização definitiva. Segundo as investigações, ele teria praticado ao menos três roubos de veículos nos últimos dias.

Com o compartilhamento de informações entre as áreas de inteligência da PRF e a PCPR, foi possível identificar o local no qual estava se ocultando.

Para mais notícias da categoria segurança, acesse o Massa.com.br.