Detidos

Empresário e professora são presos em operação contra pornografia infantil no PR

A dupla é suspeita de produção e compartilhamento de imagens com nudez de crianças; investigação acontece sob sigilo

Agentes da PCPR em operação de prisão de criminosos por exploração sexual
Investigação busca mapear se outros menores foram vítimas da dupla e identificar possíveis terceiros cúmplices (Foto: Divulgação/ PCPR)

Uma ação coordenada pela Polícia Civil do Paraná resultou na prisão preventiva de uma professora de 52 anos e de um empresário de 54 anos na manhã desta quinta-feira (16), no município de Céu Azul, região oeste do Paraná, acusados de produção e compartilhamento de materiais de pornografia envolvendo crianças.

O caso, que tramita sob segredo de Justiça para proteger a identidade das vítimas, culminou na transferência dos dois investigados para a Cadeia Pública de Medianeira, onde permanecem isolados e à disposição do Poder Judiciário.

LEIA TAMBÉM

A gravidade das provas

De acordo com o inquérito policial, a polícia encontrou indícios de que os investigados registravam e distribuíam fotografias de nudez explícita envolvendo crianças. Como forma de coibir a prática criminosa, a Justiça decretou a prisão preventiva dos suspeitos, que agora respondem por infrações graves previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):

  • Artigo 240 do ECA: Produzir, dirigir ou de qualquer forma participar de gravação de cena de pornografia ou representação sexual envolvendo criança ou adolescente;
  • Artigo 241-A do ECA: Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir ou distribuir, por qualquer meio, material contendo pornografia infantil.

Como a polícia ligou os suspeitos

A cronologia das investigações revela como as diferentes delegacias do estado cruzaram informações para desmantelar o esquema:

  • O início em Cascavel: A linha de investigação principal partiu da Delegacia da Mulher de Cascavel, que inicialmente mirava apenas as atividades do empresário de 54 anos;
  • A busca na empresa: Agentes cumpriram ordens de busca na sede da empresa do investigado, em Cascavel, e em sua casa, em Céu Azul. A apreensão de computadores e celulares revelou os arquivos criminosos;
  • Desfecho em Céu Azul: A análise dos eletrônicos demonstrou que os crimes de abuso também ocorriam em Céu Azul e envolveu a participação da professora de 52 anos. Com isso, a 46ª Delegacia Regional de Polícia de Matelândia assumiu o caso para efetuar as prisões.

Busca por novas vítimas e preservação de dados

O principal objetivo dos investigadores na atual fase do inquérito é mapear se outros menores foram vítimas da dupla e identificar possíveis terceiros que pudessem receber e comprar esses arquivos digitais. Por questões de segurança e para evitar a exposição secundária das famílias das vítimas, os detalhes de como os materiais eram gravados ou armazenados seguem sob sigilo.

Para mais notícias da categoria segurança, acesse o Massa.com.br.