Segurança
Estudantes da UTFPR fazem protesto após morte de calouro
Estudantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) se mobilizam nesta terça-feira (26), em Curitiba, para um protesto após a morte de um calouro na instituição.
Bruno Henrik Silva Antunes de Pontes, 26 anos, estava no primeiro ano do curso de Bacharelado em Química e sofreu um mal súbito no dia 12 se setembro, nas dependências do campus Ecoville da UTFPR. Seis dias depois, o rapaz morreu no hospital.
Segundo a estudante Maria Júlia, do Centro Acadêmico de Comunicação da UTFPR, o ambulatório da universidade não estava funcionando no dia que Bruno teve o mal súbito e o rapaz teria demorado a receber o socorro até a chegada do Samu.
“Duas alunas revezaram massagem cardíaca, mas infelizmente Bruno faleceu no hospital e esses 30 minutos de espera podiam salvar a vida dele”.
Desde a morte do estudante, os alunos estão se mobilizando para uma manifestação em frente à Reitoria da UTFPR. Eles cobram que a instituição tenha um ambulatório em cada campi.
Nesta terça-feira (26) está marcado um ato ao meio-dia na frente da reitoria em Curitiba. Na quinta (28), às 18h , os estudantes farão outro ato na Praça Santos Andrade, em conjunto com outras universidades.
O Massa News entrou em contato com a UTFPR para um posicionamento sobre a mobilização dos estudantes e aguarda retorno.
Morte de aluno mobiliza protesto de estudantes da UTFPR
Desde que o estudante sofreu o mal súbito dentro da UTFPR, outros alunos começaram a se mobilizar para cobrar a reitoria da universidade pela instalação de um ambulatório nos campi da instituição.
Em nota publicada nas redes sociais, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UTFPR argumenta que “a falta de uma enfermaria funcional, com profissionais da área médica e de enfermagem, é um problema estrutural da UTFPR”.
“Desde a transformação do CEFET para UTFPR [em 1998], o campus Curitiba possui somente uma vaga para contratação de médico, o que por si só já seria pouco, levando em consideração que, ao longo dos anos, o horário de funcionamento da faculdade foi expandido para noite e duas novas sedes foram construídas”, justifica o DCE.
Além disso, segundo o órgão que representa os estudantes, os servidores que eram responsáveis pelo ambulatório “ambulatório deixaram de prestar serviços emergenciais, trabalhando atualmente no SIASS [Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor]”.
Em nota, a assessoria de imprensa da UTFPR informou que o procedimento padrão do Campus Curitiba para casos de emergência é “o acionamento da Summus Emergências Médicas, do Samu e do Núcleo de Acompanhamento Psicopedagógico e Assistência Estudantil (Nuape), que presta apoio aos estudantes e familiares, além de acionar o seguro contratado para todos os discentes da UTFPR”.
“A Direção-Geral do Campus Curitiba ressalta que as três sedes (Centro, Ecoville e Neoville) possuem aparelhos desfibriladores em funcionamento e são cobertas pelo atendimento da Summus Emergências Médicas”, reforça o comunicado.
A nota também informa que há uma licitação em aberto para contratação de empresa que vai realizar novos cursos para a formação de brigadistas e de primeiros socorros junto à comunidade acadêmica. “Além disso, atualmente a comunidade acadêmica já tem integrantes formados em curso de brigadista”, garante a nota.
Ambulatório da UTFPR não funciona desde março
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a UTFPR informa que o serviço ambulatorial no campus Curitiba deixou de funcionar em março deste no em atendimento aos conselhos de classe.
“A legislação impede que técnicos em enfermagem realizem atendimentos, inclusive emergenciais, sem a presença de enfermeiro ou médico responsável. Desta forma, os servidores que atuavam no ambulatório do campus foram deslocados para o SIASS (Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor).”
A nota também reforça que “todos os estudantes da universidade são segurados contra acidentes pessoais pela empresa Starr Internacional Brasil Seguradora. A família de Bruno recebeu assistência também por meio deste serviço”.