Segurança
Quantidade de crianças que não sabiam ler e escrever, aumenta 66,3% em 2021
Um estudo feito pela ONG Todos pela Educação, publicou nesta terça (8) que entre 2019 e 2021, houve um aumento de 66,3% no número de crianças de 6 e 7 anos de idade que, segundo seus responsáveis, não sabiam ler e escrever. Essa porcentagem, em número, passou de 1,4 milhão em 2019 para 2,4 milhões em 2021.
A conclusão desta nota técnica evidenciou que a pandemia da Covid-19 afetou muito a educação do Brasil nos últimos anos. Você pode ver a nota técnica “Impactos da Pandemia na Alfabetização de Crianças” no site da organização Todos Pela Educação, como também no pdf que eles disponibilizam aqui.
O estudo também mostra uma discrepância muito maior entre crianças mais ricas e pobres. Dentre as crianças mais pobres, o percentual das que não sabiam ler e escrever aumentou de 33,6% para 51,0%, entre 2019 e 2021. Dentre as crianças mais ricas, o aumento foi de 11,4% para 16,6%.

Além dessa informação, há uma diferença maior também entre crianças brancas, pretas e pardas. Os percentuais de crianças pretas e pardas passaram de 28,8% e 28,2% em 2019 para 47,4% e 44,5% em 2021, sendo que entre as crianças brancas o aumento foi de 20,3% para 35,1% no mesmo período. Isso você pode ver também no gráfico abaixo:

O líder de políticas educacionais do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, explica o porque esse crescimento de desigualdades é tão importante: “A alfabetização na idade correta é etapa fundamental na trajetória escolar de uma criança, e por isso esse prejuízo nos preocupa tanto. E porque os danos podem ser permanentes, uma vez que a alfabetização é condição prévia para os demais aprendizados escolares. Precisamos urgentemente de políticas consistentes para a retomada das aulas, para que essas crianças tenham condições de serem alfabetizadas e sigam estudando. É inadmissível retrocedermos em níveis de alfabetização e escolaridade”.