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CASO GIOVANNA
Suspeito foi preso preventivamente e deve passar por júri popular
Martônio Batista foi preso nesta quinta-feira (19), em Londrina, apontado como o verdadeiro responsável pela morte de Giovanna dos Reis Costa, ocorrida em abril de 2006, em Quatro Barras.
Martônio Batista, de 55 anos, era vizinho da vítima na época do crime. Ele foi localizado pela Polícia Civil em Londrina, onde levava uma vida aparentemente comum, tocando uma pastelaria.
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No momento da abordagem, ele não reagiu, mas tentou arremessar seu celular no telhado da casa para destruir evidências. No local, a polícia apreendeu objetos eróticos.
Segundo as investigações da Rede Massa, ele teria passado por três relacionamentos e há relatos de que molestava filhos e filhas de suas companheiras.
A solução do caso, que por anos foi atribuída erroneamente a um grupo de ciganos, que foram absolvidos em 2012 por falta de provas.
Quase 20 anos depois, a tecnologia forense e novos depoimentos permitiram que a Polícia Civil identificasse este novo suspeito.
O inquérito foi desarquivado após uma ex-enteada de Martônio procurar a delegada Camila Cecconello. Ela relatou abusos sofridos entre 2007 e 2010 e afirmou que ele a ameaçava dizendo que “faria a mesma coisa que fez com a Giovanna”.
A perícia técnica recuperada de 2006 foi crucial. Um fio de luz encontrado no quintal de Martônio na época foi comparado com o fio usado para amarrar as mãos de Giovanna. O laudo confirmou que eram do mesmo tipo, marca e dimensão.
Na época, policiais foram à casa de Martônio e encontraram uma mancha de urina no colchão do casal. Pouco depois, a companheira dele teria destruído o colchão e mudado de casa, o que levantou suspeitas, já que a calcinha da vítima também apresentava manchas de urina.
Giovanna tinha apenas nove anos quando desapareceu ao sair para vender rifas de Páscoa da escola. Seu corpo foi encontrado dois dias depois em um matagal, dentro de um saco de lixo.
A perícia revelou um cenário de extrema crueldade: a menina foi violentada sexualmente e estrangulada enquanto ainda estava viva
Martônio Batista responderá por homicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver. A delegada Camila Cecconello afirmou que o inquérito será concluído em 10 dias e o suspeito deve ser levado a Júri Popular.
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