racismo é crime

Cliente é chamado de “macaco” em ataque racista no Paraná

Segundo a vítima, o suspeito repetia palavras como “macaco”, “vagabundo” e “negro”

Imagens do momento do ataque racista em restaurante de Londrina
Segundo a vítima, o suspeito repetia palavras como “macaco”, “vagabundo” e “negro” (Foto: Reprodução/Rede Massa)

Um caso de racismo em restaurante de Londrina, no norte do Paraná, terminou com um homem preso por injúria racial. A situação aconteceu em um estabelecimento na zona leste da cidade, próximo ao aeroporto, na última sexta-feira (8). O caso revoltou clientes que presenciaram as ofensas.

Segundo a vítima, identificada como Denivaldo Marcos Pinto, o suspeito começou a fazer provocações ainda enquanto estava acompanhado dos pais. Depois que os familiares deixaram o local, os ataques racistas teriam se intensificado.

De acordo com o relato, quando o prato de comida chegou à mesa, o homem olhou para Denivaldo e disse:

“Macaco, o que você tá fazendo aqui?”

Caso de racismo em restaurante de Londrina terminou em prisão

Mesmo abalado, Denivaldo permaneceu no restaurante enquanto continuava sendo alvo de insultos. Segundo ele, o suspeito repetia palavras como “macaco”, “vagabundo” e “negro”, caminhando pelo restaurante e também pela calçada em frente ao estabelecimento.

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A vítima contou ainda que o agressor insinuou que ele seria policial e estaria acostumado a “pegar dinheiro em biqueira”.

Testemunhas afirmaram que, mesmo após a chegada da Polícia Militar, o homem continuou fazendo ofensas racistas. Diante da situação, os policiais deram voz de prisão ao suspeito.

Além de racismo, o suspeito chegou a mentir sobre identidade durante a abordagem policial

O homem foi identificado como João Vitor Rosa e preso por injúria racial. Segundo a polícia, ele também deve responder por falsidade ideológica, após apresentar um nome falso durante a abordagem. Ainda conforme Denivaldo, os ataques duraram cerca de 40 minutos.

Em depoimento à polícia, o suspeito chegou a dizer que não teve intenção de provocar ninguém e teria apenas de “referido ao homem pela característica”.

“Eu discuti com um outro homem e aí fui dar uma referência para o policial de quem era a pessoa, mas usei uma palavra que eles que colocaram no camburão e me levaram. Mas nunca falei para diminuir, ou desmerecer, é só uma referência da pessoa que eu estava discutindo”, disse.

O Ministério Público do Paraná chegou a pedir a soltura do suspeito, mas mudou de ideia com a informação de que ele teria cometido falsidade ideológica também. O suspeito tem passagens na polícia por violência sexual infantil. Ele permanece preso e o caso de racismo em restaurante de Londrina segue sob investigação da Polícia Civil.

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