Segurança

Rapaz que matou criança atropelada fica em silêncio no depoimento

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Reprodução/Redes sociais

O motorista responsável pelo atropelamento e morte de Madson Ryan, na última quarta-feira (14), se apresentou à Polícia Civil na noite desta quinta (15). Conforme revelou o delegado Leonardo Carneiro, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), Murillo José Trancoso Fragozo permaneceu em silêncio durante o depoimento e não revelou detalhes sobre o momento do acidente.

“Agora, as diligências seguem no intuito de mostrar não só a dinâmica dos fatos, como também a real responsabilidade do motorista nesse acidente”, explica o delegado. Fragozo deve responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de causar a morte, além de omissão de socorro, fuga de local de acidente e condução de veículo sem carteira de habilitação.

A polícia também já descartou a versão extraoficial que circulou desde a noite de ontem sobre uma possível motivação para que ele não tivesse parado para prestar socorro. Havia a especulação de que Fragozo estava levando a esposa grávida para o hospital, mas os investigadores descobriram que a mulher já estava internada no momento do acidente e que a gestação dela ainda tem cinco meses.

Como o motorista ficou em silêncio durante o depoimento, a polícia ainda não ouviu uma versão oficial sobre o motivo da fuga. “É uma questão de empatia, de amor ao próximo. Quando você fica no local e presta socorro, é uma forma de evitar que a situação da vítima se agrave”, argumenta Carneiro. “Sua atitude, além de ir contra a questão humanitária, agravou ainda mais a situação da vítima”, completa.

Análise de câmeras de segurança

A polícia também já coletou imagens de várias câmeras de segurança dos arredores do acidente. Aparentemente, o veículo conduzido pelo rapaz estava em alta velocidade, mas somente o laudo do Instituto de Criminalística poderá confirmar. “A gente ainda aguarda as perícias necessárias para informar qual a velocidade do automóvel no momento do atropelamento”, explica.

Motorista segue em liberdade

Como Fragozo se apresentou com seu advogado fora do período do flagrante, ele não foi autuado e, inicialmente, responderá ao processo em liberdade, mas Carneiro alerta: “Agora a gente vai verificar se ele vai colaborar com a investigação, dado que num primeiro momento ele se ausentou da apuração policial, para que a gente decida sobre a representação ou não pela prisão”.

Diante da situação, o delegado também se dirigiu aos familiares da vítima, que pedem justiça pela morte do garoto. “A Polícia Civil do Paraná vai fazer o possível e o impossível para apurar a dinâmica dos fatos e a responsabilização efetiva dessa pessoa porque nós buscamos a justiça, e não a culpa acima de qualquer coisa”, esclarece. “O fato dele não ficar preso agora não significa falta de punição”, conclui.

Colaboração Juliana Rodrigues/Rede Massa.