BRUTALIDADE
Pai teria estrangulado filha até a morte no Paraná, diz polícia
LUTO
O pai da criança, André Juan de Oliveira Cerdan, de 30 anos, foi preso em flagrante
A perícia apontou asfixia como causa preliminar da morte de Rebeca Yasmin Cerdan, de 5 anos, encontrada morta na casa dos avós paternos em Ramilândia, no Oeste do Paraná. Os exames preliminares foram realizados pela Polícia Científica, em Foz do Iguaçu, e indicaram que a menina ficou sem ar após ser enforcada.
O corpo foi liberado após os procedimentos periciais e sepultado na manhã desta quarta-feira (9), no Cemitério Municipal de Ramilândia.
O pai da criança, André Juan de Oliveira Cerdan, de 30 anos, foi preso em flagrante na terça-feira (8). Segundo a Polícia Civil, ele confessou durante o interrogatório que apertou o pescoço da filha com as próprias mãos.
Rebeca Yasmin Cerdan estava na casa dos avós paternos enquanto a mãe trabalhava. Na manhã de terça-feira, os avós saíram para fazer compras e deixaram a menina dormindo na residência com o pai.
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Cerca de uma hora e meia depois, quando retornaram, encontraram a neta caída no chão de um dos quartos. Uma equipe de saúde foi acionada e tentou prestar atendimento, mas a criança já estava sem vida.
A Polícia Militar também foi chamada e encontrou André ainda dentro do imóvel, escondido em um dos cômodos. Segundo a corporação, ele não reagiu à abordagem. Durante o interrogatório, o homem confirmou ter consumido cocaína e maconha antes do crime.
Ao ser questionado sobre o que havia acontecido, teria dito: “Foi o demônio”. Em outro momento, segundo o registro policial, afirmou: “A droga destrói a família”. Posteriormente, durante o interrogatório audiovisual, mudou o relato e confessou ter provocado a morte de Rebeca Yasmin Cerdan.
Depois de confessar o crime, André afirmou aos investigadores que matou a filha com a intenção de atingir a mãe da criança.
O caso é investigado como vicaricídio, classificação utilizada quando a morte de um filho ou de outra pessoa próxima é cometida com o objetivo de provocar sofrimento, exercer controle ou causar punição psicológica à mãe.
Após a prisão, André foi levado à Delegacia de Polícia de Matelândia, onde permaneceu por aproximadamente cinco horas. Por volta das 18h30 de terça-feira, ele foi transferido para a Penitenciária de Medianeira, onde permanece preso e à disposição da Justiça.
Rebeca estudava no CMEI Maria Alice de Barros. Após a morte da menina, a unidade colocou um sinal de luto na entrada e as aulas da rede municipal de ensino foram suspensas por um dia.
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