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Segurança
O paciente afirmou que os encontros aconteciam com frequência
Uma decisão judicial na Austrália resultou na suspensão do direito de uma médica exercer a profissão após a constatação de conduta considerada incompatível com a ética médica. O caso envolve Maria Bastas, clínica geral de Sydney, que foi impedida de atuar por pelo menos dois anos.
A medida foi determinada pelo Tribunal Civil e Administrativo de Nova Gales do Sul, que analisou o relacionamento mantido entre a profissional e um paciente em situação de vulnerabilidade, com histórico de problemas de saúde mental.
De acordo com o processo, o homem procurou atendimento em 2015, após o término de um relacionamento difícil, seguindo recomendação de um psicólogo para iniciar um plano de tratamento. Foi neste contexto que conheceu a médica.
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Logo após a primeira consulta, segundo o relato apresentado ao tribunal, Maria convidou o paciente para tomar café em uma cafeteria grega de sua preferência. Os dois seguiram para o carro dela, onde ocorreu o primeiro contato íntimo.
O envolvimento se estendeu pelos anos seguintes. O paciente afirmou que os encontros aconteciam com frequência, entre duas e três vezes por semana, em diferentes locais de Sydney, muitas vezes dentro do veículo da médica. Em algumas ocasiões, segundo o depoimento, as relações também ocorreram dentro do consultório, inclusive na maca de atendimento.
Ainda conforme os registros do tribunal, havia momentos em que ambos precisavam manter silêncio para não serem ouvidos por outros profissionais próximos. O relacionamento começou a se encerrar em 2018, quando a médica passou a se afastar gradualmente.
Na decisão, o tribunal classificou a conduta como abusiva, considerando a condição de vulnerabilidade do paciente no momento em que a relação teve início e se desenvolveu.
Com a sanção, Maria Bastas ficará impedida de exercer a medicina por, no mínimo, dois anos. Após esse período, ela ainda passará por uma nova avaliação antes de poder retomar as atividades profissionais.
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