emocionante
“Pedi proteção e senti uma divindade”, diz jovem que passou 5 dias perdido no Pico Paraná
sem crimes!
Polícia Civil do Paraná concluiu que não houve crime no desaparecimento de Roberto Farias Tomaz durante trilha no Pico Paraná.
A Polícia Civil do Paraná arquivou a investigação sobre o caso do desaparecimento de Roberto Farias Tomaz no Pico Paraná, durante uma trilha no ponto mais alto da Região Sul do Brasil.
Segundo as autoridades, a apuração não identificou infração penal nem omissão de socorro, o que levou ao encerramento do inquérito policial.
Roberto desapareceu no dia 1º de janeiro, após se perder durante a descida do Pico Paraná, localizado a cerca de 90 quilômetros de Curitiba. Ele permaneceu cinco dias desaparecido até conseguir chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, no Litoral do Paraná.
LEIA TAMBÉM
No local, o jovem pediu um celular emprestado, entrou em contato com a irmã e informou que estava vivo.
A investigação foi iniciada no sábado (3), após a família, moradora de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, registrar um Boletim de Ocorrência.
Durante o processo, o delegado Glaison Lima Rodrigues colheu depoimentos da amiga que acompanhava Roberto na trilha, além de outros montanhistas e familiares.
De acordo com o delegado, Roberto teria passado mal apenas durante a subida, mas estava bem no momento da descida.
Segundo o que foi apurado, o jovem teria ficado para trás, pegado uma trilha errada e, por isso, acabou se perdendo na mata.
As informações coletadas indicaram que não havia sinais de negligência ou abandono.
Roberto iniciou a trilha no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga. O objetivo era acompanhar o primeiro nascer do sol de 2026 no topo do Pico Paraná.
Após chegarem ao cume, descansarem e encontrarem outros dois grupos, a descida começou por volta das 6h30, junto com um dos grupos.
Em um ponto anterior ao acampamento, Roberto se separou do grupo. Segundo relatos, ele já havia apresentado mal-estar anteriormente.
Pouco depois, o segundo grupo iniciou a descida, passou pelo local onde Roberto havia ficado, mas não o encontrou.
As buscas começaram ainda no dia 1º, por volta das 13h45, e mobilizaram diversos recursos, incluindo voluntários, montanhistas especializados e bombeiros com uso de drones, rapel e câmeras térmicas.
Durante os cinco dias de buscas, atuaram nos trabalhos dezenas de profissionais do GOST, do Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo) e integrantes do Clube Paranaense de Montanhismo (CPM).
Roberto foi encontrado após chegar a uma propriedade rural na manhã do dia 5 de janeiro. Ele foi levado ao hospital com algumas escoriações pelo corpo e sinais de desidratação, mas recebeu alta no dia seguinte.
CONTEÚDOS RELACIONADOS