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Criança de 4 anos morta é deixada em UPA com várias lesões

O tio da menina, que confessou ter dado “palmadas”, foi preso como principal suspeito nesta quinta-feira (4)

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Samylle Valentina Borba Ramiro chegou à UPA morta na segunda-feira (17) (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Samylle Valentina Borba Ramiro, de quatro anos, foi deixada na UPA Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, na segunda-feira (17). Ela já estava morta e apresentava lesões pelo corpo. Nesta quinta-feira (20), o tio da menina, identificado como Nicolas Gabriel Almeida, foi preso pela Polícia Civil (PCRS).

De acordo com a PCRS, a criança chegou à UPA acompanhada dos tios, que fugiram logo em seguida. A menina apresentava lesões pelo corpo que indicavam um possível abuso sexual e violência física. O atestado de óbito confirmou a causa da morte como politraumatismo.

Criança é levada morta e com lesões à UPA

A tia da menina, companheira do suspeito, prestou depoimento à polícia depois. De acordo com o depoimento, ela teria chegado do trabalho quando viu a sobrinha saindo do banho. A criança estava com lesões no corpo.

Desconfiada do companheiro, a mulher teria questionado Nicolas, mas o casal acabou discutindo. Mais tarde, a tia foi até o quarto de Samylle e encontrou a criança com espuma na boca. Neste momento, a vítima teria sido levada à UPA. Os médicos confirmaram o óbito no hospital.

Tio confessa que agrediu Samylle

Nicolas, o tio da criança, confessou aos policiais que bateu na criança. Segundo o depoimento, ele teria dado palmadas na criança com intenções de correção. No entanto, para a polícia, a fala não é compatível com as marcas na menina.

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) se manifestou favoravelmente pela prisão preventiva do tio. De acordo com a PCRS, o homem teria assumido o risco de matar ao bater na criança.

Em nota publicada no site, o MP afirmou que acompanha o caso de perto.

“Além de acompanhar os expedientes judiciais relacionados ao caso desde 2025, o MPRS informou que receberá familiares da menina na Central de Atendimento às Vítimas para oferecer acolhimento, orientação jurídica e assistência psicológica. O caso tramita em segredo de Justiça e a investigação é conduzida pela Polícia Civil”, disse o MP.

Samylle era acompanhada pelo Conselho Tutelar

Ainda de acordo com o MP, Samylle enfrentava um processo de guarda entre os pais, avó e tios. Em 2025, ela foi afastada dos pais sob suspeita de abuso sexual.

Passou a viver com os tios. No início de agosto, a menina voltou a aparecer com marcas pelo corpo. A avó foi informada que a menina havia caído. Em 13 de agosto, a tia chegou a procurar a Defensoria Pública pela guarda definitiva da criança, mas não retornou. Quatro dias depois, a menina foi morta.

Para a polícia, a tia é considerada apenas testemunha até o momento. O caso segue sob investigação.

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