Segurança

Sanepar diz que rodízio gerou economia de quase 90 bilhões de litros de água na RMC

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Barragem do Piraquara I. Foto: Sanepar

Os 673 dias de rodízio no fornecimento de água em Curitiba e municípios da Região Metropolitana trouxeram uma economia de 89,8 bilhões de litros de água, segundo a Sanepar. O fim do racionamento foi anunciado nesta quarta-feira (19), após o nível dos reservatórios chegar a mais de 80%.

De acordo com a companhia, o volume economizado equivale à soma de três barragens do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC): Passaúna, Piraquara I e Piraquara II.

Implementado no dia 17 de março de 2020, o objetivo do rodízio foi recuperar o nível das barragens, que chegou ao seu momento mais crítico no dia 11 de novembro de 2020, com média de 26,77% de reservação.

Entre as medidas implementadas pela Sanepar para reduzir os impactos da crise hídrica, estão a reativação da captação de água do Reservatório do Carvalho, nos Mananciais da Serra, levando água à Barragem do Piraquara I, e a antecipação da sobreposição do Rio Capivari. A obra permitirá levar até 1,2 mil litros por segundo à barragem do Iraí, vencendo uma distância de 51 quilômetros.

A Sanepar também afirma que, sem o rodízio, sistema de abastecimento teria entrado em colapso em outubro ou novembro de 2020, quando as barragens teriam atingido níveis entre 12,7% e 13,1%, o que inviabilizaria o fornecimento de água.

O modelo do rodízio antes da suspensão foi um sistema de 84 horas (três dias e meio) com abastecimento e até 36 horas (um dia e meio) de suspensão no fornecimento. O fim do racionamento foi anunciado nesta quarta. Apenas as regiões de Colombo que são abastecidas por poços do Aquífero Karst, e não pelo SAIC, vão continuar com o rodízio de água. A justificativa é que esses locais estão com vazão reduzida pela falta de chuvas.