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Proposta aprovada pelo Senado prevê integração entre forças policiais, combate ao crime organizado e criação de polícias municipais
O Brasil terá novas regras para a atuação integrada das forças policiais com a aprovação da PEC da Segurança Pública, que prevê a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), conhecido como “SUS da Segurança”, na Constituição Federal.
A proposta foi aprovada pelo Senado na terça-feira (3), em dois turnos, e segue para promulgação pelo Congresso Nacional. O texto busca ampliar a cooperação entre União, estados e municípios no combate à criminalidade, especialmente contra facções criminosas e milícias.
O sistema já existe desde 2018, mas a mudança pretende fortalecer sua estrutura e estabelecer diretrizes nacionais para a atuação conjunta das instituições de segurança pública.
O Sistema Único de Segurança Pública foi criado pela Lei nº 13.675/2018 para promover a integração entre os órgãos responsáveis pela segurança no país.
O modelo é chamado de “SUS da Segurança” por reunir diferentes esferas de governo em uma estrutura de cooperação, semelhante à organização do Sistema Único de Saúde.
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Com a aprovação da PEC, o Susp passará a ter previsão expressa na Constituição Federal, reforçando a coordenação nacional das políticas de segurança pública.
A proposta prevê o compartilhamento de informações, a realização de operações conjuntas e a elaboração de estratégias integradas de prevenção e combate ao crime.
A PEC estabelece mecanismos para ampliar a atuação conjunta das forças de segurança federais, estaduais e municipais.
Entre as principais mudanças previstas estão:
A União terá papel de coordenação das diretrizes nacionais, enquanto estados e municípios continuarão exercendo suas respectivas competências.
As polícias estaduais e os Corpos de Bombeiros Militares permanecerão subordinados aos governadores.
Uma das novidades previstas na PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil.
Essas instituições poderão realizar atividades de policiamento ostensivo e comunitário, conforme as regras estabelecidas para sua criação e funcionamento. A implementação dependerá do cumprimento de critérios legais, incluindo requisitos de formação, capacidade financeira e mecanismos de fiscalização.
A proposta não determina que todos os municípios criem uma polícia própria. No entanto, Curitiba é uma das cidades que já anunciou a transição da Guarda Civil para Polícia Municipal.
O texto também estabelece medidas para ampliar o enfrentamento às facções criminosas, milícias e organizações paramilitares.
Entre as mudanças estão regras mais rigorosas para o cumprimento de penas por lideranças dessas organizações, incluindo a previsão de estabelecimentos de segurança máxima e restrições à progressão de regime em situações previstas na legislação.
A proposta também contempla medidas de confisco de bens relacionados às atividades criminosas e mecanismos de proteção a denunciantes e familiares.
Outro ponto é o fortalecimento dos recursos destinados à segurança pública, com previsão de repasses obrigatórios de parte dos fundos nacionais para estados e municípios.
O Sistema Único de Segurança Pública já funciona no Brasil desde 2018. A novidade é sua inclusão na Constituição Federal e a ampliação das regras de integração e financiamento.
A PEC foi aprovada pelo Senado com 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários.
Como a proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e não sofreu alterações que exigissem uma nova votação naquela Casa, o próximo passo é a promulgação pelo Congresso Nacional.
Por se tratar de uma emenda constitucional, o texto não depende de sanção presidencial.
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