"Me perdoe, me desculpe"

Suspeito de matar vizinho e abandonar corpo em hospital de Curitiba se entrega

Abalado, o homem alegou que agiu em legítima defesa após ter a casa invadida; câmera flagrou momento em que vítima foi largada no hospital

Suspeito de matar vizinho e abandonar corpo no Hospital do Trabalhador se entrega à polícia em Curitiba. Homem alegou legítima defesa.
A Polícia Civil ouviu o acusado e analisa as imagens das câmeras do condomínio para entender o crime (Foto: Reprodução/Trobuna da Massa)

O homem suspeito de balear o vizinho e abandonar o corpo na entrada do Hospital do Trabalhador se apresentou à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Curitiba, nesta sexta-feira (11). Identificado como Erasmo, ele chegou à delegacia acompanhado de um advogado e afirmou que atirou após a vítima invadir sua residência.

A morte de Fábio Sena ocorreu na última terça-feira (8). Imagens de segurança flagraram o suspeito transportando o homem ferido em uma Mercedes e deixando o corpo em frente ao pronto-socorro antes de fugir.

“Não aguentava mais”, disse suspeito enquanto chorava

Na chegada à DHPP, visivelmente abalado e chorando, Erasmo conversou com a equipe de reportagem da Rede Massa e justificou a reação armada:

“Estraguei a minha vida (…) Eu não aguentava mais essa pressão na minha cabeça, eu tô com depressão, com ansiedade (…) O homem invadiu minha casa, lá não tinha mais jeito. Ele abriu o portão, entrou correndo e eu não aguentava mais. Me perdoe, me desculpe”, declarou o suspeito.

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Defesa alega legítima defesa e histórico de ameaças do vizinho

O advogado de defesa, Caio Percival, afirmou que o cliente agiu para proteger a própria família, diante de uma sequência de brigas e desavenças antigas, que já acumulavam registros de boletins de ocorrência e uma audiência de conciliação sem acordo.

“Um cidadão de bem que acaba se utilizando legitimamente de uma arma de fogo muitas vezes para se proteger. Esse fato acaba culminando na morte desse rapaz, que vinha progredindo dia após dia em ofensas, em agressões e ameaçava a família do Erasmo”, pontuou a defesa.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) ouve o acusado e analisa as imagens das câmeras do condomínio e da rua para confrontar os depoimentos com a dinâmica da ocorrência.

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