LUTO
Jovem morre após carro ficar submerso em rio na Grande Curitiba
Investigação
Homem admitiu agressões após imagens de câmeras revelarem encontro com a vítima; carro da manicure foi localizado queimado
A Polícia Civil prendeu temporariamente um homem de 38 anos investigado pela morte da manicure desaparecida Ivanilda Silva de Azevedo, de 47 anos, em Taquaritinga, no interior de São Paulo. A mulher estava sumida desde a noite de 21 de setembro.
O suspeito, identificado como Wellington Rodolfo Pinheiro da Silva, conhecido pelo apelido de “Dendê”, foi detido durante a madrugada de sexta-feira (2). Ele inicialmente negou qualquer ligação com o caso, mas mudou a versão durante o depoimento e confessou a participação no crime.
A investigação avançou após os agentes analisarem gravações de câmeras de segurança. Os registros flagraram Wellington na companhia da manicure na mesma noite em que ela sumiu.
De acordo com o depoimento prestado à polícia, o homem afirmou que esteve em um bar com o marido de Ivanilda momentos antes. Depois que os dois se separaram, Wellington foi até a residência do casal sob a alegação de que ajudaria a procurar o marido dela. A mulher aceitou entrar no carro dele e ambos saíram juntos do local.
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Segundo o relato do suspeito, os dois teriam tido uma discussão após uma relação sexual consensual. Wellington admitiu aos policiais que desferiu socos e uma cotovelada contra Ivanilda durante o desentendimento. A manicure perdeu a consciência imediatamente após os golpes.
O homem afirmou ter deixado a vítima perto de uma área de mata. Em seguida, ao tentar fugir no carro de Ivanilda, ele acabou preso em uma ribanceira, decidindo então atear fogo no automóvel e retornar a pé para a área urbana de Taquaritinga. O veículo foi encontrado totalmente queimado pelas equipes de resgate durante as primeiras buscas.
O suspeito também declarou aos investigadores que havia ingerido bebidas alcoólicas e consumido entorpecentes antes dos fatos.
Após confessar os atos, Wellington acompanhou as equipes da Polícia Civil até a região onde alegou ter deixado a manicure. Os policiais realizaram varreduras no perímetro, mas a vítima ainda não havia sido localizada.
A polícia trabalha com a possibilidade de que o investigado não se recorde com precisão do ponto exato onde abandonou a mulher. As buscas na vegetação e a perícia continuam para esclarecer as circunstâncias do crime.
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