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Mostra de teatro para crianças tem peças gratuitas em Curitiba

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Foto: Divulgação/Cia do Abração

A alegria e a magia do teatro vão tomar conta de Curitiba neste mês de junho. A Associação de Teatro para Infância e Juventude do Estado do Paraná (ATINJ/PR) realiza até domingo (9) a IV Mostra ATINJ de Teatro para Crianças, patrocinado pela Lei Federal de Incentivo à cultura e Instituto de Oncologia do Paraná (IOP).

O evento é uma oportunidade de compartilhar a produção teatral de companhias paranaenses, direcionada ao público de todas as idades para incentivar o entretenimento para toda a família.

As apresentações acontecerão em três espaços culturais – Espaço Cultural da Cia. do Abração (Bacacheri), Espaço da Criança (Santa Felicidade) e no Centro Cultural Boqueirão (Boqueirão). A ideia é promover no público infantil um interesse especial pela arte e suas diversas formas de manifestação.

Serão 10 apresentações de nove companhias de Curitiba, Maringá, Sarandi e Ponta Grossa. Deste total, oito apresentações vão acontecer em dias letivos, direcionadas ao público das escolas públicas municipais. Já no final de semana serão realizadas duas apresentações gratuitas abertas ao público. Linguagens artísticas variadas como teatro, circo, dança, música, artes visuais e literatura fazem parte da programação.

Além das apresentações, a mostra também é composta por uma oficina teatral, direcionadas a professores, mesa-redonda e palestra sobre a história do teatro para crianças em Curitiba. A oficina será realizada na Academia Cena Hum. A programação completa da mostra está disponível no site oficial da Mostra Atinj.

Dentre a programação prevista, a mostra de espetáculos terá 100% de ingressos gratuitos, revertendo à população produtos culturais de qualidade. 

Companhias participantes da Mostra de Teatro para Crianças

  • Companhia do Abração (Curitiba)
  • CenaHum (Curitiba)
  • CIA Pé no Palco (Curitiba)
  • MRG Produções Artísticas (Curitiba)
  • CIA Espaço da Criança (Curitiba)
  • Cenatrupe (Sarandi)
  • Grupo Dia de Arte (Ponta Grossa)
  • CIA Circo Teatro Sem Lona (Maringá)
  • Meu Clown (Maringá)

Confira a programação completa:

Histórias Brincantes de Muitos Paizinhos

  • Data: 05 de junho (quarta)
  • Horários: 9h30 e 14h30
  • Local: Cia do Abração
  • Sinopse – O foco temático apresentado na peça é a relação entre pais e filhos, ressaltando o respeito que devemos ter pelas diferenças individuais de cada ser humano, quer seja ele pai ou filho. Os “Tingas”, três simpáticos e oníricos personagens, buscam um Pai, um norte que oriente para a escolha de caminhos e “dê um jeito” no mundo, que todos temos o dever de cuidar. Nesta estória de afeto e respeito à diversidade de um mundo “bagunçado” apresentam-se às crianças várias figuras paternas desde o pai biológico ao adotivo, aquele que educa em casa e na escola, o pai escolhido por afinidade e até mesmo a própria “mãe-pai”, entre outras diversas formas de afeto paternalista. De forma lúdica, se possibilita a compreensão de diferentes aspectos da relação pai e filho, de suas abstrações e metáforas. “Estórias Brincantes de Muitos Paizinhos” é a valorização da diversidade cultural de uma terra/nação, e de cada um de nós, em particular, como resultado do encontro entre o semeador e a terra, o pai e a mãe. Uma viagem  lúdica ao interior de nossa terra e de nós mesmos, através de histórias de Pais e Países. Uma brincadeira de encontros e amores com nossa identidade. E, a certeza de que ser pai é antes de tudo uma celebração da vida, do amor e do sagrado.

O Gigante Egoísta

  • Data: 06 de junho (quinta)
  • Horário: 9h30
  • Local: Centro Cultural Boqueirão
  • Sinopse – Conta a história de um Gigante, dono de um espetacular jardim. As crianças das redondezas sempre brincam com as flores, os passarinhos, as árvores e os pequenos animais que ali vivem; mas o Gigante começa a ficar incomodado com aquela “invasão” e decide isolar o jardim, expulsando as crianças e impedindo suas entradas em definitivo. Então, durante muito tempo, somente a Neve, o Vento Norte e o Granizo podiam entrar no jardim. E tudo se tornou seco, triste e solitário. A felicidade, o prazer, a liberdade e a beleza abandonaram o jardim e como consequência, também a vida do Gigante. Um dia, surge no jardim um Menino Misterioso. Sensibilizado com a sua presença e carcomido pelo egoísmo e pela solidão, o Gigante permite ao menino brincar em seu jardim. E ficam amigos. O Gigante então percebe que o caminho para a felicidade passa pela generosidade e nos bons momentos vividos com os outros. Abre os portões do jardim, derruba os cadeados e os muros e convida as crianças a voltarem. Com elas volta a primavera, voltam os passarinhos, as flores, as folhas verdes e o calor. Os dois, o calor da natureza e o calor humano. O GIGANTE EGOÍSTA não é apenas uma belíssima lição de vida para com ela compartilhar reflexões com as crianças; é também uma das mais belas páginas da literatura universal, escrita por um verdadeiro gênio das palavras, que lhes deu a dimensão de arte. Em outras palavras, o que o Gigante fez com seu jardim, Oscar Wilde fez com as palavras: deu-lhes um significado de arte, beleza e humanidade. Oscar Wilde nasceu em Dublin, na Irlanda. Escreveu contos, peças de teatro e romances e passou a vida rodeado por intelectuais. Na maturidade ganhou fama por sua sofisticação e inteligência. É reconhecido internacionalmente como um dos dez maiores escritores de todos os tempos.

Doido pra Voar

  • Data: 06 de junho (quinta)
  • Horário: 14h30
  • Local: Espaço da Criança (Santa Felicidade)
  • Sinopse: Baseada na obra homônima de Hermes Bernardi Junior, “Doido pra Voar” conta a história de um menino que sonha em comprar um avião vermelho presente na vitrine da única loja de brinquedos da cidadezinha onde vive. Incapaz de realizar o desejo, ele acaba inventando seu próprio avião e uma série de outros brinquedos em seu laboratório mágico, o quintal de sua casa. Lá, a imaginação corre solta. Porém, a vida do menino muda totalmente quando sua família vai para uma cidade maior e ele precisa manter a imaginação em meio a uma nova realidade, onde a tecnologia também passa a fazer parte de suas brincadeiras e de seus novos amigos.

Contos da Dona Onça

  • Data: 07 de junho (sexta)
  • Horário: 9h30
  • Local: Centro Cultural Boqueirão
  • Sinopse: O espetáculo “Contos da Dona Onça”, é uma adaptação de contos e cantigas populares que busca a cumplicidade do espectador através da ludicidade. A peça traz em cena a história da perversa dona Onça e suas artimanhas para capturar a esperta Raposa. Com o espetáculo a Cia. Cenatrupe objetiva levar o mundo lúdico para todos os públicos em especial o infantil, estimulando a imaginação, a sensação e percepção crítica com relação aos personagens, além do divertimento. A modernidade oferece acesso às várias possibilidades para as crianças, no entanto “Contos da Dona Onça”, coloca em cena uma adaptação dos contos populares: “A Onça e a Raposa”, “Bicho Folharal”, “Dia da Ventania”, “Bicho Papão”, “O Macaco e a Onça”, “O Macaco e o Coelho” e também do conto popular “A Onça e o Veado”. A Cia. CENATRUPE visa neste espetáculo um resgate das histórias contadas pelos avós, brincadeiras e cantigas populares.

Ai! Sumiram os Brinquedos

  • Data: 07 de junho (sexta)
  • Horário: 14h30
  • Local: Espaço da Criança (Santa Felicidade)
  • Sinopse: É um espetáculo infantil, com linguagem circense que tem como tema o resgate dos brinquedos antigos, como o pião de corda, cantigas de roda, peteca, elástico, ioiô, etc. Em uma fazenda, Pimenta e Docinho recebem uma inesperada visita de um mensageiro das brincadeiras, o qual está rodando o mundo para apresentar às crianças os brinquedos brincantes que estavam sumidos há muitos e muitos anos. Com a linguagem clown, com muita graça e diversão eles viajam nesta aventura para o resgate destes brinquedos antigos e descobrem que estes brinquedos não funcionam com botão, nem com baterias e muito menos com eletricidade e sim com a energia e a Magia de cada criança. Em “Ai! Sumiram os brinquedos”, é trabalhado o lúdico dos brinquedos antigos que com o avanço da tecnologia está sendo esquecido. O espetáculo mostra que os brinquedos brincantes de todos os tempos também são muito divertidos e funcionam com a energia e a magia de cada criança sem ligar na tomada ou colocar pilhas, despertando assim a curiosidade e desejo das crianças brincarem, além de proporcionar a experiência artística, essencial ao desenvolvimento psicológico e social da criança.

O Telepata

  • Data: 08 de junho (sábado)
  • Horário: 11h
  • Local: Centro Cultural Boqueirão
  • Sinopse: A trupe Meu Clown preparou uma atração internacional para oferecer a sua audiência, porém, tudo leva a crer que o palhaço Benedito não cumpriu com a sua importante função de contratar os artistas para a apresentação conforme o combinado. Agora só resta uma solução: O improviso e o talento artístico musical do grupo terá que dar conta desse lapso indesculpável. A diversão é garantida nesse modesto espetáculo baseado em cenas clássicas da palhaçaria brasileira, recheadas com muita música e interação.

As Aventuras do Lobo Mau

  • Data: 08 de junho (sábado)
  • Horário: 16h
  • Local: Cia do Abração
  • Sinopse: Apresentamos dois contos adaptados da literatura clássica infantil “Chapeuzinho Vermelho e Os Três Porquinhos”, uma comédia irreverente que busca a cumplicidade do espectador por meio de estripulias teatrais com a linguagem circense. Quatro palhaços abrem o espetáculo tocando uma charanga, apresentam os palhaços, logo em seguida o apresentador anuncia a primeira história que será encenada pelos próprios palhaços, Chapeuzinho Vermelho. A encenação é conduzida com a intervenção do narrador que comanda as ações no palco de forma divertida para que a história envolva quem assiste, além de executar os sons incidentais e as músicas que são cantadas pelos palhaços. Logo após finalizar a primeira história o narrador anuncia a segunda dramatização, Os Três Porquinhos, que são interpretados por dois palhaços, o terceiro porquinho é lembrado na história, como referência do trabalhador que desfruta as férias por ter realizado seu trabalho com mais rapidez. Com irreverência os dois porquinhos propõe para a dramatização uma reflexão sobre a moral e ética de trabalho e se vale a pena nos dedicarmos exclusivamente ao trabalho, deixando de lado outras coisas importantes, buscamos que, desse modo, haja uma reflexão dos espectadores em meio a sua própria vida e convívio.