Revelação choca familiares

Tia de criança morta pelo pai chora após confissão: “Sustentou mentira até último momento”

Eduarda Shigematsu foi encontrada morta em 2019, aos 11 anos; pai e avó paterna da menina são réus no processo

Eduarda Shigematsu
Foto: Reprodução/ Rede Massa

A confissão de Ricardo Seidi Shiguematsu pelo assassinato de sua filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos, durante o julgamento desta quinta-feira (17) em Maringá, no Noroeste do Paraná, foi uma surpresa para familiares da vítima.

A menina foi encontrada morta com as mãos e os pés amarrados em 2019, na cidade de Rolândia, na Região Metropolitana de Londrina. Na época, o pai e a avó paterna de Eduarda foram presos por suspeita de envolvimento no crime.

Em entrevista à Rede Massa | SBT, Janaína, tia de Eduarda, revelou que não esperava uma confissão, apesar de ter convicção de que o pai era culpado. “Até o último momento ele sustentou a mentira. Infelizmente, a Duda nunca mais vai voltar. Mas a justiça será feita”, declarou a tia da menina.

“Da Duda foi tirado tudo”

Emocionada, Janaína afirmou que o julgamento irá trazer tranquilidade à família, que aguarda justiça há sete anos. Mesmo assim, nenhuma condenação irá reparar a perda.

“A defesa vai tentar reduzir ao mínimo a pena, mas da Duda foi tirado tudo, que é a vida. Estamos tendo um julgamento, mas vamos embora daqui sem a Duda. Só que com um pouquinho de paz no coração, de saber que depois de sete anos, a justiça será feita, se Deus quiser, através do júri”, afirmou.

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Ricardo Shigematsu se declarou culpado na sessão desta quinta-feira (17). Quando questionado pelo plenário, o pai da menina disse: “sim, confesso tudo”. Agora, cabe aos jurados analisar o conjunto das provas e decretar um veredito sobre o caso.

Relembre o caso

Eduarda Shigematsu foi morta no dia 24 de abril de 2019, na cidade de Rolândia, na Região Metropolitana de Londrina. O corpo da menina foi localizado apenas quatro dias depois, enterrado nos fundos de um imóvel que pertencia à família.

Na época do crime, a vítima foi encontrada com as mãos e os pés amarrados. O laudo pericial apontou que a morte foi causada por asfixia mecânica (esganadura).

O pai de Eduarda responde pelos crimes de homicídio qualificado (por uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio), ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A pena ainda pode ser agravada pelo fato de a vítima ter menos de 14 anos.

A avó paterna da menina também é ré no processo e responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A defesa dela nega qualquer participação nos delitos.

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